Polí­tica

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O senador Vicentinho Alves (PR) vai lançar sua pré-candidatura à eleição suplementar para Governo do Tocantins na próxima segunda-feira, 9, às 19h no Centro de Convenções Vicente de Paula Oliveira em Porto Nacional. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do senador em Brasília.

Vicentinho já havia comunicado anteriormente que, diante de uma possível desistência ou impossibilidade de que Ronaldo Dimas (PR) fosse candidato ao governo, ele próprio colocaria seu nome à disposição. Diante da desistência de Dimas, Vicentinho é que será o candidato pelo PR na eleição suplementar do dia 3 de junho.

Hoje o senador está em Brasília e participa de reuniões internas do partido com aliados e, segundo a assessoria, mais informações serão repassadas após estas reuniões.

Entenda

Como presidente do PR no Estado, Vicentinho Alves havia declarado anteriormente que Ronaldo Dimas era a prioridade do partido como candidato ao Governo do Estado. Mas o clima dentro do partido ficou mais tenso quando o senador anunciou que ele próprio se candidataria caso o prefeito ficasse impossibilitado ou decidisse não renunciar.

Dimas, que já havia se declarado pré-candidato desde o ano passado e chegou a percorrer o estado em pré-campanha, fez suspense sobre sua renúncia por muito tempo. Sua candidatura à eleição de outubro dependeria da desincompatibilização do cargo de gestor municipal até o dia 7 de abril, conforme o código eleitoral.

A cassação do mandato de Marcelo Miranda (MDB) e a marcação de eleição suplementar para o dia 3 de junho deixou o cenário ainda mais incerto para Dimas. O PR chegou a encaminhar consulta ao TRE-TO para verificar a possibilidade de que Dimas fosse candidato à eleição suplementar devido ao prazo de desincompatibilização.

O prefeito fez reuniões, conversou com possíveis aliados, mas só decidiu nesta terça-feira, 3, que não irá renunciar para concorrer ao cargo de governador. O comunicado oficial do prefeito veio logo após a aprovação das resoluções do TRE-TO que vão regulamentar a eleição suplementar.  Dimas alegou que não teve respaldo dentro do próprio partido para concorrer às eleições e, diante das incertezas e inseguranças, decidiu não renunciar a não concorrer às eleições este ano.