Economia

A melhora na atividade econômica do país, devido à recuperação da renda do trabalhador e maior oferta de crédito ao consumidor, beneficiou os setores de confecções e calçados. Estes segmentos apresentaram aumento das compras pré-datadas nos primeiros oito meses deste ano, superando a média registrada no Brasil, de acordo com estudo da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo.

Segundo o levantamento, os setores de confecções e calçados registraram no período indicadores de pré-datados de 87,58% e 94,77%, respectivamente. Tais índices foram maiores 18,62% e 28,36% em relação à média de parcelamentos com cheques verificada no país, que foi de 73,83%. "Estes segmentos do varejo se caracterizam por atrair os consumidores por investirem muito em apelos promocionais e facilidades de pagamento. No entanto, o consumidor deve estar atento e ser muito cauteloso para não se perder em meio às facilidades e ao impulso de consumo, superando, dessa forma, a sua capacidade de pagamento", comenta José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.

Já o valor médio do cheque emitido no setor de confecções, que ficou em R$ 105, foi 31,74% inferior à média brasileira (R$ 154). Em contrapartida, ele superou em 4,47% o valor médio gasto pelos consumidores no setor no mesmo período do ano passado (R$ 101). As compras honradas com cheques no segmento apresentaram índice de 95,63%, maior 2,07% frente à média dos oito primeiros meses de 2006 (93,69%).

No setor de calçados o valor médio do cheque emitido entre janeiro e agosto deste ano foi de R$ 65, menor 57,95% em comparação ao do país, mas superior 7,25% ao registrado no próprio setor no mesmo período do ano passado (R$ 60). Já o indicador médio de compras honradas no segmento (94,38%) cresceu 2,34% em relação ao mesmo período de 2006 (92,22%).

Critérios da pesquisa

Com abrangência nacional, a Telecheque avalia o valor médio de cheques transacionados, bem como outros indicadores relacionados a esse meio de pagamento, considerando o valor em reais das transações com cheques e não a quantidade de folhas de cheques emitidas.

Por: Redação

Tags: Economia, trabalhador, varejo