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A sociedade de Porto Nacional se mobilizou durante toda a manhã desta sexta-feira, 16, na IVª Marcha de Enfrentamento e Combate à Violência, Abuso e Exploração Sexual de Criança e Adolescente. Durante o evento participaram Eraldo de Souza Oliveira, representando a Secretaria da Cidadania e Justiça, a Secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Sayonara Cristina Pereira de Carvalho, o Ouvidor do Município Aderson Costa, o vereador Miguel Ângelo Rebelo Vaz, representantes das igrejas evangélicas, membros do Conselho Tutelar e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente.

Também estiveram na marcha todas as escolas municipais, estaduais e privadas e os agentes de saúde, juntamente com a polícia militar, soldados do tiro de guerra. Na ocasião, fizeram apresentações artísticas os alunos da APAE, do PETI, os meninos Tambores do Tocantins e os meninos da Flauta do Sagrado. O objetivo do evento é mobilizar toda a comunidade a lutar contra a violência infanto-juvenil orientando-a quanto ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com a coordenadora do Serviço de Enfrentamento à violência Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Antônia Azevedo é preciso lutar para acabar com esse tipo de violência que atinge a classe infanto-juvenil. “A violência tem sido algo marcante dentro da nossa sociedade e nossas crianças e adolescentes tem sido alvo da violência doméstica por desconhecedores ou violadores dos direitos das crianças e adolescentes e nós vem mobilizando a comunidade através de Seminários e palestras para que haja maior envolvimento da comunidade para uma mudança de postura a essa triste realidade”.

O Serviço de Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes trabalha em parceria com o Conselho Tutelar que presta atendimento psicossocial aos vitimados e suas famílias. Dependendo da gravidade do caso, as vítimas são amparadas na Casa de Passagem e a família recebe visita domiciliar dos assistentes sociais. Dependendo da situação das famílias, sendo elas carentes, são inseridas nos programas sociais como bolsa família. O agressor normalmente é obrigado a sair de casa.

As vítimas ou suas famílias podem pedir informações e/ou ajuda na Delegacia da Infância e Juventude ou pelo telefone 3363-6141, do Conselho Tutelar ou comparecer pessoalmente na entidade, ou ainda, ligar no serviço nacional disque 100 gratuitamente, onde os mesmos acionam o Conselho local. Nesses telefones também podem ser feitas denúncias, onde as pessoas não são identificadas, para serem apuradas.

Esta ação é alusiva ao dia 18 de maio, data que foi constituída pela Lei Federal nº 9.970 como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em razão do crime que comoveu toda a nação brasileira em 1973, o Caso Araceli, em que uma menina de oito anos foi cruelmente assassinada após ter sido estuprada em Vitória (ES).

Fonte: Ascom Prefeitura de Porto Nacional

Por: redação

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