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Foto: Divulgação CassandraGelsomino Molisani em reunião com lindeiros de Babaçulândia CassandraGelsomino Molisani em reunião com lindeiros de Babaçulândia

Com o objetivo de viabilizar e buscar alternativas tecnológicas para a manutenção da produção agrícola dos lindeiros, (população que vive e planta na beira do rio), dentro da nova realidade que surgirá com a formação do lago da UHE Estreito, o Consórcio Estreito Energia (Ceste) desenvolve o programa ambiental de Apoio à Comunidade Lindeira e à Produção Familiar de Subsistência.

A Analista de Projetos Econômicos do Ceste, Maria da Conceição Pessoa, explica que as atividades exercidas pelos lindeiros serão potencializadas. “A nossa meta não é apenas manter as mesmas atividades agropecuárias existentes, mas dinamizar economicamente essas produções, juntamente com os órgãos de assistência técnica para o produtor”, disse.

Ao todo, 235 proprietários em dez municípios interferidos pelo empreendimento, sendo dois no Maranhão e oito no Tocantins, foram identificados e enquadrados como beneficiários do programa. A participação no programa é voluntária. Uma vez identificado o público alvo, foi elaborado o plano de assistência técnica dando as diretrizes de como a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) irá atuar junto às comunidades.

Para o andamento do programa são utilizadas ferramentas como cursos de capacitação, formação de unidades demonstrativas, que serão propriedades modelos em determinadas atividades, além de dias de campo, para que todos os produtores participantes do programa possam conhecer e trocar informações sobre iniciativas positivas desenvolvidas na região.

Reuniões estão sendo realizadas com os produtores que optaram por participar do programa para que os mesmos relatem as suas experiências e dificuldades, fazendo assim um diagnóstico para estabelecer os parâmetros para o plano de assistência técnica.

Conceição Pessoa destaca, ainda, o Plano Anual de Exploração Agropecuária (PEAP), que já está sendo elaborado individualmente para cada família participante do programa. “Este é um trabalho individualizado que irá nortear a ATER. Cada família receberá visitas técnicas pelo menos uma vez por mês, onde receberão orientações às atividades rurais exercidas”, declarou.

O programa prevê, também, o monitoramento, em períodos de seis meses e um ano, para tentar quantificar esse novo contexto, seja no modo de vida e na assistência técnica e social. “Esse é um trabalho muito inovador em empreendimento hidrelétrico e esperamos um resultado bem favorável para as famílias”, garantiu a Gerente de Projetos Econômicos do Ceste, Cassandra Gelsomino Molisani.

A analista de projetos econômicos do Ceste, revela também que um dos maiores desafios do programa está na mudança de cultura do plantio. “Estamos lidando com pessoas que aprenderam técnicas de plantio rudimentares com os pais e avós. Inserir informações novas envolve também uma questão de mudança cultural. Esperamos ver essa barreira vencida ao longo do projeto” concluiu Conceição Pessoa.

Para a produtora rural Eva dos Santos, 48, e que mora numa propriedade próxima ao Canto Bom, distante 30 km do município de Filadélfia (TO), toda informação é de grande valia. “Quero que esse programa nos ajude a aprender novas formas de plantar e com isso desenvolver as nossas atividades na terra”, disse.

Fonte: Assessoria de Imprensa UHE Estreito