Polí­tica

Foto: Divulgação

O Twitter se tornou uma das principais ferramentas para divulgação de candidatos para esse pleito de outubro. Com posts de apenas 140 caracteres, assessores de políticos, militantes e profissionais de várias áreas utilizam a ferramenta para divulgar ações, agendas e até levantar debates sobre o assunto.

No pleito do Tocantins não é diferente. O crescimento do twitter e a influência no período eleitoral foram estratégia de comunicação para as coligações.

O principal alvo é o governador e candidato à reeleição Carlos Henrique Gaguim (PMDB). Várias pessoas inventam nomes falsos, os chamados "fakes" e utilizam a ferramenta para disseminar informações contra o candidato.

Indagatins, Gaguim Pinóquio, Maria Brejeira, fakedoi, Faketoca, Quem Sabe Sofre e outros, são os mais comuns. Se revezando na rede e com alto número de seguidores, esses personagens disseminam informações e críticas ao governador.

O principal, Gaguim Pinóquio, tem 105 seguidores e usa inclusive foto do governador no plano de fundo da página do twitter com uma montagem. O fake satiriza falas do governador bem como interage com outros membros da rede sempre buscando atingir de forma negativa a imagem de Gaguim.

Mas além dos fakes declarados existem ainda pessoas que inventaram nomes falsos e inclusive fotos para também criticar candidatos. O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) também é alvo de fakes na rede.

Investigação

Segundo informações ao Conexão Tocantins, a Polícia Federal já está fazendo investigação em sigilo para responsabilizar os fakes pela performance e declarações no twitter. Os computadores de onde o twitter é acessado, conforme uma fonte já foram identificados pela PF.

A assessoria jurídica da coligação Força do povo acionou a investigação depois de tentar entrar com representação para punir os fakes. No entanto, não houve meio jurídico para punir Evan Williams, executivo-chefe e dono do Twitter.

“O responsável pelo twitter é de São Francisco, temos ação montada sobre isso mas há uma dificuldade em fazer cumprir a legislação aplicada à utilização da internet”, frisou Sérgio do Vale, assessor jurídico da coligação Força do Povo, que ressaltou ainda a ilegalidade em se criar perfis falsos apenas com caráter eleitoral.

Vale ressaltar porém, que, além de identificar as máquinas, a investigação precisa apurar ainda quem são os operadores dos computadores.

O twitter está inserido nas penalidades para crimes na internet no entanto ainda passa por regulamentação junto aos parâmetros da rede.