Saúde

Mesmo sendo uma doença curável e de fácil acesso ao tratamento, disponível em toda rede de assistência à saúde no Tocantins, os portadores da hanseníase ainda sofrem preconceito por estarem doentes, vivendo muitas vezes reclusos. É por isso que a Sesau – Secretaria de Estado da Saúde realizou nesta manhã, 18, no auditório do Comando Geral da Polícia Militar de Palmas um ato reunindo representantes dos municípios do Estado, sociedade civil organizada e estudantes da área de saúde para estarem conhecendo e divulgado a doença, assim quebrar este estigma de séculos que permeia o assunto.

Para o coordenador nacional do Morhan – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, Artur Custódio o país e conseqüentemente o Tocantins vem divulgado dados alarmantes de casos, mas isso é um fator positivo, quanto mais casos descobertos maior a porcentagem de cura e menor a disseminação da doença.

Artur disse ainda que o Tocantins junto com o Mato Grosso são os estados com maior índice de detecção de casos, isso demonstra que a gestão está preocupada, que a vigilância funciona e a população está sendo informada. “A sociedade ainda necessita de informações sobre a Hanseníase, ainda tem muito preconceito, que vem ao longo da história, por se tratar de uma das doenças mais antigas do mundo”, esclarece.

Esta preocupação com o controle da Doença e disseminação de informações será intensificado conforme explico o membro da Comissão Gestora da Saúde, Dr. Sebastião Silveira. “Hoje a Hanseníase como outras endemias tem prioridade na Gestão e podemos afirmar que o Estado tem uma política consistente de controle, que se expressa no quantitativo de casos detectados, no baixo índice de abandono do tratamento, na efetiva busca de contatos e fomento de várias parcerias para divulgação de sinais e sintoma da doença”, esclareceu.

No evento foi apresentando o perfil epidemiológico da hanseníase, o Plano de Ação Estadual e uma palestra sobre “Hanseníase: um olhar mais atento pode fazer a diferença”, além de um teatro de exemplificou bem a vida de um portador da doença que não necessita se privar do convívio da sociedade, porque a partir do momento que inicia o tratamento ele para de transmitir a doença.

Certificação

A Secretaria também aproveitou o evento para certificar os municípios que conseguiram alcançar seus indicadores pactuados na PAVS - Programação das Ações de Vigilância em Saúde e no Pacto pela vida, sendo avaliados quatro indicadores que são: proporção de cura, avaliação de grau de incapacidades físicas no diagnóstico, avaliação de grau de incapacidades físicas na cura e avaliação de contatos.

Foram certificados os municípios de Aguiarnópolis, Araguacema, Babaçulândia, Bernardo Sayão, Cachoeirinha, Carmolândia, Combinado, Conceição do Tocantins, Divinópolis, Filadélfia, Fortaleza do Tabocão, Itaguatins, Itaporã, Lavandeira, Maurilândia do Tocantins, Nova Rosalândia, Oliveira de Fátima, Paranã, Pequizeiro, Santa Maria do Tocantins, Santa Tereza do Tocantins, SãoSebastião do Tocantins, Taguatinga e Tocantínia.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Sesau

Por: Redação

Tags: Hanseníase, Sebastião Silveira