Economia

De acordo com a análise realizada em Palmas, pela Fecomércio em parceria com a CNC – Confederação Nacional do Comércio, 60% da população está endividada, mas a boa notícia é que o índice das pessoas que estão com as contas atrasadas e que não têm condições para efetuar o seu pagamento diminuiu.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – PEIC, realizada mensalmente pela Fecomércio e a CNC, mostrou que o número de famílias com contas em atraso vem caindo desde março de 2011. Em março o índice era de 22%, já no mês de julho deste ano somente 12% das famílias estão com contas em atraso, sendo que a maior parcela se considera pouco endividada. Ano passado, no mesmo período, o índice chegou a 24%. Segundo a pesquisa, os endividados que não terão condições de pagar suas dividas registraram apenas 2%.

Famílias com renda superior a dez salários mínimos são as mais endividadas. Entre as mais comuns, estão o cartão de crédito com 70,4%, o financiamento de carro com 41,2% e os carnês com 32,9%.

Outro dado importante para os comerciantes é que a maioria das famílias gastam de 11% a 50% de sua renda total com as dívidas mensais, como cheque pré-datado, cartões de crédito, fiados, carnês de lojas, empréstimos pessoal, compra de imóvel e prestação de carro e seguro.

O economista e professor mestre em desenvolvimento regional, Francisco Viana Cruz, explica que os números são interessantes para o comerciante. “A pesquisa se mostra favorável ao comércio porque aponta que o cliente a curto e médio prazo estará com um maior poder aquisitivo e tende a gastar mais. Estes indicadores sinalizam um aumento na renda familiar”. Mas é preciso cautela, segundo o economista, a família deve gastar em torno de 30% de sua renda com endividamentos. “Nós economistas entendemos que a família deve gastar cerca de 30% com dívidas, para que não entrem em uma situação de risco, pois existem outras dívidas fixas a serem pagas. Mas desde que não comprometa a renda familiar e a taxa de juros seja compatível aos índices de mercado, o crédito é um bom negócio”, afirmou.

Para o presidente da Fecomércio, Hugo de Carvalho, esta pesquisa confirma mais uma vez o avanço do cenário econômico tocantinense. “Isto só vem confirmar o que nós presenciamos na prática aqui no estado. O número de empregos ofertados está cada vez maior e, consequentemente, as pessoas conseguem pagar suas dívidas em dia. Com o resultado desta pesquisa, o comerciante poderá ter uma base sólida sobre como anda o poder aquisitivo das famílias palmenses e que a venda a crédito continua sendo um bom negócio”, ressaltou.

Hoje em Palmas, 40.471 pessoas estão endividadas, 8.336 com contas em atraso e 1.076 não terão condições econômicas para findar sua dívida. A pesquisa divulgada neste mês baseia-se em uma amostragem de 500 pessoas. (Ascom Fecomércio)