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O deputado federal Angelo Agnolin (PDT) esteve em reunião na tarde desta terça-feira, 18, com o presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, Antonio Felipe Costa, para discutir sobre a questão das ferrovias do Tocantins. Com técnicos do órgão, Agnolin se mostrou preocupado com entraves em que enfrenta, principalmente, a Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), que ligará o Tocantins à Bahia.

Segundo o deputado, além de vários entraves com órgãos ambientais e de licenciamento, a obra agora está paralisada porque o Tribunal de Contas da União (TCU), considera o projeto desatualizado. “É preciso encarar o problema. O Tocantins já possui um imenso potencial de escoamento e esse potencial precisa ser considerado” disse.

Agnolin solicitou a VALEC informações detalhadas sobre a implantação da Fiol, bem como as demandas de infra-estrutura que impendem a conclusão da obra. “Um dos problemas apresentados é a necessidade de infra-estrutura elétrica nos pátios multimodais da ferrovia. Como membro da Comissão (de Minas e Energia na Câmara) esse tema será visto com prioridade” garantiu.

A obra

Conforme o Ministério dos Transportes, a Fiol ligará o Tocantins a outras regiões do país por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul. Prioridade do PAC, a Fiol terá extensão de 1.527 km e investimentos estimados em R$ 7,43 bilhões até 2014. Integrada a Norte Sul em Figueirópolis, a Fiol chegará a Peixe, Paranã Combinado e em vários municípios do Tocantins até finalizar em Ilhéus, na Bahia. No Tocantins, o governo prevê que o transporte da Fiol irá reduzir o custo de escoamento de produtos e aumentar a competitividade agroindustrial. A expectativa da Valec é que o Estado transporte pela ferrovia, soja, milho, além de fertilizantes, combustível e minérios.(Ascom Angelo Agnolin)