Polí­cia

O Instituto de Criminalística, por meio do Núcleo de Metrologia e Laboratório de Análises Forenses, acaba de receber da Superintendência de Gestão da SSP, 40 kits do reagente químico Alfa Luminex, conhecido popularmente também como Luminol.

O produto adquirido e repassado à perícia tocantinense é de fundamental importância para a realização de trabalhos, sobretudo em locais de crime, especificamente para detectar manchas ocultas de sangue que não podem ser vistas a olho nu. A relevância do luminol é tanta, que mesmo que uma pessoa tenha efetuado uma lavagem minuciosa de locais de crime, a fim de ocultar as manchas de sangue, é possível, através do produto, detectar a mancha em qualquer tipo de superfície sejam elas sólidas, lisas, rugosas, tecido lavado, entre outros.

O produto adquirido é de fabricação 100% nacional e foi desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele tem a vantagem de custar praticamente a metade do preço do similar importado. O luminol brasileiro também se destaca por não destruir a amostra de sangue analisada, permitindo que exames posteriores de pesquisa genética como o DNA, sejam feitos.

O superintendente da Polícia Técnico Cientifica, Nelson Guimarães, juntamente com o Superintendente de Compras da SSP Herbert efetuaram a entrega do material adquirido ao Perito Chefe, Rogério Marçon.

Na ocasião, o superintendente Nelson fez questão de ressaltar que o perito Rogério Marçon, que é um dos mais renomados do estado do Tocantins, vem desenvolvendo juntamente com seus colegas, um trabalho digno de elogios e que muito tem contribuído para fortalecer o sistema pericial do Estado. Ele possui bacharelado em Química,Matemática, Ciências Contábeis, Direito e Segurança do trabalho sendo ainda mestre em Engenharia Química e Agro-Energia.

Visando oferecer condições adequadas para que os profissionais que compõem os quadros dos diversos institutos e laboratórios, que fazem parte do sistema pericial, possam realizar serviços de maior qualidade, a Polícia Técnico Científica, por intermédio de seu superintendente Nelson Tavares Guimarães não tem medido esforços para atender as demandas da Polícia Técnica e Científica.

Ele ressalta ainda que quando existe disposição, planejamento e vontade de resolver os problemas não somente os funcionários da perícia ganham, mas também a população que é beneficiada com a prestação de serviços mais rápidos, dinâmicos e de qualidade. Sem contar que os inquéritos são melhor fundamentados com laudos mais precisos que muito contribuem para a realização do serviço do judiciário fazendo com que seja reduzido ao extremo a probabilidade de erros nos processos judiciais já que são fundamentados em provas e análises mais confiáveis.

Ao tomar conhecimento da falta do reagente luminol, que ocorria desde janeiro do ano corrente, tendo já sido feitos pelos peritos, inúmeros pedidos para que o problema fosse solucionado,Nelson afirma que em curto espaço de tempo a situação foi resolvida e agora 40 kits foram adquiridos para suprir a demanda da capital e interior por aproximadamente 6 meses, de acordo com a demanda detectada em todo o Tocantins até o momento. (Ascom SSP)