Educação

O diretor Itamar Martins, do Colégio Estadual Buriti do Tocantins, no município homônimo, localizado no Bico do Papagaio, é acusado de abuso sexual pela família de uma menor de 16 anos, aluna do colégio.

Segundo apurado pelo Conexão Tocantins, a mãe da menor conta que o diretor teria levado a menina até um motel entre Buruti e Araguatins onde teria forçado a realizar o ato sexual. A menor teria chegado em casa sangrando e após a mãe perceber a violação teria confessado a atitude do diretor.

A família formalizou a ocorrência contra o diretor no Conselho Tutelar da cidade. Representante do Conselho na cidade confirmou ao Conexão Tocantins que a denúncia foi formalizada no órgão nesta última quarta-feira, 1º de fevereiro. A informação oficial é de que o caso já foi encaminhado para o promotor e para o juiz.

Em entrevista ao Conexão Tocantins, Domingas Almeida, mãe da menina contou os detalhes sobre o caso. “Eu fui na escola renovar a matrícula dela e o diretor me cobrou a documentação dela e se comprometeu a levar ela para tirar a documentação que faltava”, disse. Itamar pegou a menina em sua residência logo cedo. A mãe conta, ainda, que começou a se preocupar com a demora do retorno da menina. “Quando ela chegou, começou a tremer e perguntou se a saia dela estava suja, quando vi as pernas dela estavam com muito sangue”, conta a mãe.

Depois de muita insistência da mãe a menina contou que o diretora a levou diretamente para um motel e nem sequer tirou sua documentação depois. “Fiquei desesperada, ela disse que não entrou forçada no motel mas ele não podia fazer isso porque ela é de menor. Ele traiu minha confiança e a dela e isso já aconteceu com outras pessoas, eu quero que ele nunca mais faça isso com ninguém”, disse a mãe que contou ainda que desde dezembro o diretor vinha aliciando a menina por telefone. A menor está traumatizada com o caso, segundo informação do representante do conselho tutelar.

O coordenador pedagógico da escola, João Batista informou ao Conexão Tocantins que a menor ainda não começou a freqüentar a escola desde o início do ano letivo que foi nesta quarta-feira, 1º. O coordenador informou também que ficou sabendo que a menina teria confessado a mãe que não foi forçada a praticar o ato sexual.

Procurado pelo Conexão Tocantins o diretor negou a acusação e disse ter levado a menor para buscar uma identidade no município vizinho apenas a pedido dela. “Eu não fiz isso, ela que pediu que eu levasse ela”, afirmou.

O diretor frisou que não recebeu ainda nenhuma notificação sobre a acusação. Questionado sobre o motivo que teria levado a mãe a denunciá-lo ele afirmou que acredita que a família da menor tenha raiva dele. “Ela quer prejudicar minha vida”, pontuou. O diretor é também pré-candidato a vereador no município mas não quis revelar por qual partido pretende se candidatar.