Polí­tica

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Em pronunciamento feito durante a sessão da manhã desta quarta-feira, 6, o deputado Sargento Aragão (PPS) questionou a pesquisa Ibope encomendada pelo PP do Tocantins e publicada em primeira mão pelo Conexão Tocantins ainda na madrugada desta quarta. Aragão, que é declaradamente um dos pré-candidatos à Prefeitura de Palmas, não apareceu em nenhuma das modalidades da pesquisa.

Citando eleições anteriores, Aragão comentou fatos ocorridos em outros Estados que podem impor questionamentos à credibilidade do Instituto Ibope. O deputado citou a eleição de Beto Richa, governador do Paraná que conseguiu “barrar” a divulgação de uma pesquisa Ibope que o colocaria em terceiro lugar nas intenções de voto. “No dia da eleição, ele foi eleito no primeiro turno”, citou, comentando casos de outros estados, como a Paraíba, do senador Cassio Cunha Lima.

No Tocantins, Aragão citou a pesquisa Ibope feita às vésperas da eleição de 2010, que levou o governador Siqueira Campos (PSDB) de volta ao Palácio Araguaia. O deputado lembrou da pesquisa divulgada, que apontava Siqueira com 11 pontos percentuais à frente de seu adversário, o então governador Carlos Gaguim (PMDB). “As pessoas que estavam em dúvida e viram aquela pesquisa decidiram votar no Siqueira”, especulou.

Sempre em tom de críticas quanto à credibilidade e imparcialidade do Instituto Ibope, Aragão ainda ironizou o episódio de uma enquete que gerou polêmica e acabou tendo o resultado exposto em outdoors em Palmas e que apontavam o presidente do PP metropolitano e pré-candidato a prefeito de Palmas, o empresário Carlos Amastha, liderando nos resultados da enquete. “Eu acredito nesta pesquisa Ibope tanto quanto acredito nos outdoors que colocavam este senhor (Amastha) com 46% de intenção de votos”, criticou. Naquela oportunidade a justiça mandou retirar os outdoors.

Pesquisa Ibope

A segunda rodada da pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira, colocou o deputado Marcelo Lelis (PV) com 45% das intenções de voto, seguido pela deputada Luana Ribeiro (PR) com 14%, Eli Borges (PMDB) com 7% e Edna Agnolin com 6%. O presidente do partido que contratou a pesquisa aparece com 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 9% e não responderam, ou não souberam apareceram com 13% das opiniões.