Saúde

A Sesau – Secretaria de Estado da Saúde estará reunindo nesta quarta-feira e quinta-feira, dias 20 e 21, no auditório do Anexo I da Sesau, 18 municípios prioritários para o controle da Dengue no Estado. A reunião terá objetivo de capacitar os profissionais de saúde quanto ao monitoramento e controle estratégico da doença e apresentar o PAT – Projeto Aedes Transgênico que representa uma alternativa promissora para minimizar os impactos da Dengue na saúde pública. No dia 20, quarta-feira haverá a capacitação dos municípios das 8h às 18h. Já na quinta-feira, 22, a apresentação do Projeto acontece apenas pela manhã, às 10h.

O primeiro Estado a realizar esta experiência foi a Bahia, no Vale do São Francisco, cidade de Juazeiro. O PAT é conduzido pela médica Margareth Capurro, do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, que estará ministrando a palestra, em Palmas, junto com o diretor Presidente da Moscamed Brasil, Dr. Aldo Malavasi.

Para o diretor Geral de Vigilância e Proteção à Saúde da Sesau, Whisllay Bastos “o PAT é uma estratégia muito inteligente e eficaz ao utilizar um mosquito macho modificado para combater a própria espécie. Os resultados da liberação do mosquito em apenas um ano, mostram uma redução expressiva da população de Aedes aegytpi selvagem, considerando a incorporação das nossas ações de controle do vetor e da doença os resultados no Estado podem ser melhores ainda”, destaca.

Participam da reunião representantes dos municípios de Palmas, Porto Nacional, Araguaína, Araguatins, Colinas do Tocantins, Paraíso do Tocantins, Miracema, Guaraí, Gurupi, Tocantinópolis, Alvorada, Araguaçu, Arapoema, Arraias, Augustinópolis, Dianópolis, Pedro Afonso e Xambioá.


Entenda o PAT


Em fevereiro de 2011, foram iniciadas no Brasil as liberações de mosquitos machos de Aedes aegypti de uma linhagem transgênica para combate ao transmissor do vírus da dengue. A produção dos mosquitos é realizada na Biofábrica Moscamed Brasil.

Esta linhagem, denominada de RIDL OX513A, produz mosquitos que são geneticamente modificados e que carregam um gene responsável pela morte das larvas durante seu desenvolvimento. O macho transgênico modificado passa essa informação para sua prole e estes não são capazes de atingir a fase adulta.

O projeto desenvolvido pela Moscamed Brasil é fruto da parceria com a Universidade de São Paulo - USP e a empresa britânica Oxitec, e tem apoio financeiro do governo da Bahia, através da Secretaria de Saúde - SESAB e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – SECTI. (Ascom Sesau)

Por: Redação

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