Educação

Foto: Manoel Lima

Jaguatiricas, tatus, araras e muitos outros animais estão chamando a atenção dos visitantes da Feira Literária Internacional do Tocantins (Flit). Apesar de estarem empalhados os bichos expostos no Museu Zoológico José Hidasi, da Unitins, despertaram em adultos e crianças o desejo de conhecer de perto a diversidade do cerrado. O Museu montado na Flit ficará aberto à visitação das 8h às 22h até o dia 15 de julho.

A estudante Márcia Almeida nunca tinha ido a um museu e ficou encantada com a perfeição do trabalho. “Eu sempre achei que museu tinha uma porção de antiguidades, obras de arte, coisas assim. Não imaginava um museu de animais. Achei muito bonito. Parece que os bichos estão vivos”, destaca.

O pequeno Artur Mendes, de apenas 7 anos, venceu o medo de se aproximar dos lobos-guarás e ficou fascinado com a exposição. “Primeiro eu pensei que era de verdade, mas aí meu pai explicou que eles não estão vivos e que não fazem mal para a gente”, disse. Para ele as araras foram a atração. “Elas são grandes e bem coloridas. Queria comprar uma e levar para a minha casa, mas se não posso vou só tirar uma foto mesmo”, fala empolgado.

O coordenador do museu, Doutor José Fernando Lima, biólogo e zoólogo, explica aos visitantes como é realizado o processo de taxidermia, conhecido popularmente com a técnica de empalhar os animais. “O que se propõe é trabalhar com a pele do animal fazendo um preenchimento à base de formol e material inorgânico, mantendo as características e formas originais dos bichos, para que as pessoas possam ter a sensação de que ainda estão vivos. Um recurso que utilizamos é colocar olhos de vidro para dar maior originalidade”, esclarece.

Criado em 1993 e idealizado pelo biólogo húngaro, José Hidasi, em parceria com o professor José Fernando, o museu recebe centenas de visitadores todos os anos. A coordenação da sede permanente, localizada no campus da Unitins de Porto Nacional, contabiliza que mais de 2 mil pessoas já passaram por lá só este ano. (Ascom Seduc)