Esporte

Foto: Manoel Lima

Apesar da entrega de todos os meninos e meninas do Tocantins nas partidas, nenhuma das equipes do Estado conseguiu transpor os adversários das semifinais e disputar as finalíssimas das Olimpíadas Escolares na categoria 12 a 14 anos, que acontece em Poços de Caldas, Minas Gerais. Com as derrotas, as equipes feminina e masculina de Basquete e as femininas de Handebol e Voleibol só podem, no máximo conquistar medalhas de bronze neste sábado, 15.

No confronto entre as tocantinenses do Basquete e as representantes do Rio Grande do Sul, o domínio das sulistas se deu desde o início, tanto convertendo erros de passes das representantes do Tocantins em pontos como, também, impondo o ritmo acelerado de jogo, que terminou em 59 a 10. Muito tristes com a derrota e indispostas a conversarem no momento, coube ao técnico da equipe do Tocantins, Roberto Ferraz, falar pelas alunas-atletas. “Não podemos fazer com que a derrota nos derrote. Nós sabíamos que a partida contra o Rio Grande do Sul seria difícil. Agora temos de voltar com tudo. Vencer amanhã (sábado, 15) significa subir de grupo nas Olimpíadas, e este foi o objetivo que traçamos antes de vir para cá. Sem contar que voltar com um bronze é uma honraria, algo que elas vão lembrar para sempre”, afirmou o treinador, que ainda lembrou: “nós vamos jogar contra o time da Bahia; nos últimos dois confrontos que tivemos contra eles, nós vencemos. Certamente as baianas virão mordidas; por isto, precisamos entrar em quadra mais concentradas e motivadas do que elas”, finalizou.

Os meninos do Basquete que representam o Tocantins se saíram um pouco melhor, mas não o suficiente para superar os do Rio Grande do Sul, que venceram por 53 a 22. Para o aluno-atleta Ricardo Yan Ribeiro, a disputa pelo bronze contra o Acre é, a partir de agora, a partida mais importante para a equipe. “Neste último jogo, contra os gaúchos, o primeiro quarto foi muito equilibrado, e nós até chegamos a ficar na frente por um tempo, mas começamos a errar muito e a marcar mal, e os caras começaram a nos atropelar. Ninguém do time quer voltar sem medalha para Palmas; agora precisamos nos concentrar e buscar melhorar no que falhamos para levar o bronze”, disse Ricardo, de 14 anos.

Handebol

No Handebol, as tocantinenses jogaram contra o Mato Grosso, com quem tiveram um início de partida muito equilibrada, com a marcação alternada de pontos entre as equipes. Com o correr do primeiro tempo, porém, as mato-grossenses abriram quatro pontos de vantagem, o que desestabilizou as representantes do Tocantins, que agora voltaram o foco para a partida que vale a terceira colocação nas Olimpíadas, conforme explicou Eduarda Maia, aluna-atleta de 14 anos. “Quero muito levar uma medalha para o Tocantins, para mostrar para a minha irmãzinha Mariane, de dois anos. Eu estou com muita saudade dela e vou jogar tudo o que posso por ela. Amanhã (sábado, 15) nós vamos tentar errar menos os passes e vamos partir com tudo para ganharmos a medalha de bronze”, falou, quase em decreto, a emocionada Eduarda.

Voleibol

A mesma experiência de ver a oportunidade de fazer uma final Olímpica viveu a equipe tocantinense de Voleibol, que perdeu por 3 a 0 para o Sergipe. Com a impossibilidade de se conquistar um ouro ou uma prata nos Jogos, as alunas-atletas terão de enfrentar novamente o time de São Paulo na competição, o que, segundo Beatriz Oliveira, de 13 anos, terá duplo-valor em caso de vitória. “As paulistas ganharam da gente na primeira fase e agora vamos ter que enfrentar as mesmas meninas na disputa pelo bronze, o que vai ser legal, já que se ganharmos vamos ter nos vingado da derrota e ainda vamos levar a medalha para casa. Vai ser duas vezes melhor a vitória, principalmente porque ninguém do nosso time quer voltar para o Tocantins sem uma medalha”, ressaltou Beatriz. (Ascom Seduc)