Esporte

Foto: Manoel Lima

Depois de brilhar nos Jogos Estudantis do Tocantins (Jets) e de conquistar a terceira colocação nas Olimpíadas Escolares de Cuiabá, na categoria 15 a 17 anos, o estudante tocantinense Weider dos Santos, praticante de Atletismo, começa, a partir desta próxima quarta-feira, 09, a ampliar a dimensão das próprias conquistas. O primeiro destino será a cidade do Rio de Janeiro, onde o aluno-atleta vai integrar a Seleção Brasileira da modalidade. Por fim, a Austrália, na sexta, 11, sede do próximo Festival Olímpico da Juventude, que reunirá os melhores esportistas do mundo na categoria, em várias outras modalidades olímpicas.

Apesar da proximidade da viagem e de já ter estabelecido contato com os chefes da delegação brasileira que vai à terra dos cangurus, Weider confessou que tudo ainda parece um sonho para ele. “A ficha ainda não caiu. Eu fui para Cuiabá, por exemplo, bem mais nervoso. Pelo visto, mesmo já tendo conversado por telefone com os oficiais responsáveis pela Seleção Brasileira, que me trataram super-bem, só quando eu chegar no Rio e me encontrar com toda a delegação é que eu acho que vou levar um choque, que vou sentir aquele frio na barriga e entender que eu estou indo para fora do País representando o Tocantins e o Brasil”, disse o velocista, que ainda namora a medalha e, principalmente, a photo-finish (foto da chegada) da final da última olímpica escolar, afirmando que ela é “o registro de uma marca histórica na minha vida, pois mostra o momento em que conquistei a chance de viver algo fantástico. Por isto ela será sempre a mais importante, já que ela pode ser a primeira de muitas outras marcar que vou conquistar na vida. Tanto a medalha quanto a foto me motivam muito”, complementou o corredor que, mesmo com a terceira colocação, ficou com a vaga devido a critérios etários estabelecido previamente pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Preparação

Como o tempo entre o término das Olimpíadas Escolares e o início do Festival da Austrália não foi muito longo, a preparação do aluno-atleta tocantinense, conforme ele mesmo explicou, teve que dosar bem o descanso muscular e as baterias físicas normais. “Depois de Cuiabá, eu tirei um pouco mais de uma semana para descansar bem, até porque faz parte do preparo deixar o músculo descansado, para não sofrer um estiramento ou algo assim. O restante do treino foi igual ao que fiz para as Olimpíadas Escolares, pois mudar toda a forma de trabalho em tão pouco tempo pode atrapalhar muito mais do que ajudar, por isto é que fiz os meus tiros de arrancada, as finalizações de prova. Na classificatória para as finais de Cuiabá, eu fiz 11 segundos e 22 décimos; agora, eu quero baixar para pelo menos 10 segundos e noventa décimos. Um professor meu me diz que sempre que fazemos algo com amor, conseguimos muito mais do que sonhamos; eu amo o que faço, por isto estou confiante no que vou conquistar”, contou o jovem de 16 anos, ressaltando, ainda, que além dos 100 metros rasos, prova na qual é especialista, deve correr, também, no revezamento 4 x 100, tudo entre os dias 18 e 19 de janeiro.

Exemplo

Apesar de bastante suspeito para falar sobre, o pai do corredor, Wilson Pereira dos Santos, diz que o caçula da família é exemplar não só nas pistas de Atletismo, mas também nas salas de aula e em casa. “Ele sempre foi muito responsável e nunca deu trabalho na escola e nem no ambiente familiar. Por isto incentivamos tanto ele no esporte, até porque ele tem se mostrado muito competente nesta área também. Quando eu soube da ida para a Austrália, eu levei um baita susto, o mesmo ocorreu com a mãe e as duas irmãs dele. Ninguém sabia que ele estava disputando uma vaga para ir para lá, nem ele, na verdade; mas, agora estamos nos acostumando com isto, pois desde 2009 ele está se destacando, nos enchendo de orgulho”, finalizou o pai-coruja e fiel companheiro velocista Weider. (Ascom Seduc)