Polí­tica

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O senador João Costa (PPL-TO) afirma que a consolidação da democracia brasileira, passa, necessariamente, pelo fortalecimento dos partidos políticos e pela reconquista da confiança popular pelos políticos e uma ampla reforma política.

Ao tratar sobre os instrumentos de fortalecimento partidário no direito brasileiro, durante discurso no Senado, na última quarta-feira, 12, o senador argumentou que o fortalecimento democrático do País é resultado do nascimento dos primeiros partidos de caráter nacional e o surgimento do sufrágio universal.

“Atualmente, no Brasil, existem 30 partidos políticos. Sabe-se que a liberdade de organização partidária é um dos principais requisitos dos regimes democráticos contemporâneos. Os partidos políticos são reconhecidos como a força política que compõe a própria democracia. Como afirmou Hans Kelsen (jurista e filósofo austríaco), “toda democracia é democracia de partidos”, considerou o parlamentar.

O senador João Costa considerou que a existência da democracia se vale pela existência de partidos fortes, bem, como da existência de parlamento e governo confiáveis. É a força popular que legitima os parlamentos e os governos. É ela que dá credibilidade aos Políticos, que, por isso, devem fazer por onde merecer a confiança das pessoas. O fortalecimento partidário exige a identificação entre eleitores e eleitos. No Brasil, é muito comum, logo após a eleição, o eleitor esquecer em quem votou, e não acompanhar a atuação daquele que ajudou a eleger”, afirmou.

Para o senador, o que leva o brasileiro a conviver com a improbidade, a corrupção e o desvio do dinheiro público, enfrentando tudo isso, como ressalta o parlamentar, “com certa naturalidade”, é a falta de interesse.

João Costa afirma que, “se os brasileiros sonham com um Brasil melhor, é preciso que tenham plena consciência da transformação que seu voto pode fazer. Essa conscientização proporciona maior proximidade com a verdadeira democracia, governo de todos por todos”, diz.

Durante o discurso, João Costa ainda ressaltou que a influência do poder econômico no processo eleitoral “é determinante”, disse. Para o parlamentar, as consequências negativas dessa influência se configuram em aspectos que, afirma, “são lamentáveis”. Estímulos ao uso do caixa 2, à criação de uma relação duvidosa entre os Políticos e os financiadores das campanhas são alguns dos aspectos que, para João Costa, “comprometem as virtudes republicanas”.