Economia

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As famílias tocantinenses estão menos dispostas a consumir nesse mês. É o que mostrou a pesquisa sobre a Intenção de Consumo das Famílias - ICF, realizada pela Confederação Nacional do Comércio – CNC em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Tocantins - Fecomércio. Segundo os dados apurados, houve um recuo de 8,5 pontos, registrando 129,6, o que representa uma queda de mais de 10%.

De acordo com o levantamento, o tocantinense está menos satisfeito com seu emprego passando de 168,4 em fevereiro para 166 pontos em março. No que tange a perspectiva profissional, a discrepância em relação ao mês anterior é maior ainda. Fevereiro marcou 121,2, já nesse mês o resultado obtido foi 11,7% menor.

Apesar da pesquisa ter verificado certa estabilidade com relação a satisfação com a renda, a avaliação com relação a acesso ao crédito teve um impacto bastante negativo. O mês anterior registrou um índice de 103,2, mas em março os dados obtidos mostraram um total de 91,7, o que demonstra o pessimismo das famílias quanto a esse quesito, pois uma pontuação menor que 100 reflete a insegurança e a pouca confiança dos entrevistados quanto ao assunto pesquisado.

Outro dado preocupante é o nível de consumo atual, que em fevereiro já registrava uma pontuação de 98,4, bem menor que em janeiro desse ano (114,1) e agora teve uma queda de 10,6%, marcando apenas 92,7 pontos, o que não é diferente da perspectiva de consumo, que registrou 139,9 pontos ante 151,3 anteriores.

Para o presidente da Fecomércio Tocantins, Hugo de Carvalho, o resultado negativo da ICF pode ter sido influenciado pelo nível elevado de endividamento e de inadimplência. Além disso, o menor otimismo quanto ao mercado de trabalho também impediu um aumento da confiança das famílias no período.

“O que percebemos é que o ritmo mais lento da atividade comercial ainda vem comprometendo a confiança em relação ao mercado de trabalho, fazendo com que diminua o otimismo por parte das famílias”, explicou o presidente. Contudo ele ressalta que esse quadro é passível de mudança em breve, pois a desoneração da cesta básica pode aumentar a intenção de consumo das famílias para o próximo período.(Ascom Fecomércio)