Polí­tica

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A exploração dos espaços públicos de pontos de ônibus, taxi e mototaxi pela empresa Maranhão e Silvestre Ltda, em Palmas, continuou a gerar a polêmica até o início da noite desta quarta-feira, 03, entre o prefeito da capital, Carlos Amastha (PP) e o vereador Iratã Abreu (PSD), irmão do deputado federal Irajá Abreu (PSD), dono da empresa, segundo informação da Prefeitura de Palmas ao Conexão Tocantins.

Se enfrentando pelo Twitter, o prefeito e o vereador trocaram muitas “gentilezas” e ironias. Amastha a todo o momento pedia ao vereador que apresentasse o contrato feito entre a empresa do irmão e a Prefeitura visando a exploração dos espaços públicos. “Me envia os contratos, por favor?” pedia o prefeito, que argumenta que na prefeitura simplesmente não existe nenhum vestígio do documento.

Para contra-atacar, Iratã cobrou do prefeito a construção do Parque Borboleta Azul, equipamento público que o prefeito se dispôs a construir ainda quando exercia a atividade empresarial na capital antes de sua eleição.

Segundo o vereador, a construção do equipamento seria fator de compensação ambiental pelos impactos da construção do Capim Dourado Shopping - empreendimento de grande porte - sobre o córrego Brejo Comprido. “Onde está o parque prefeito? O que o senhor se comprometeu publicamente a fazer em compensação?”, indagou o vereador.

Amastha respondeu dizendo: “Já disse muitas vezes para o Sr. Não somos iguais. Meus negócios eram privados. Após as eleições vendi as empresas. Não admito”, disse o prefeito, completando “Certamente por ignorância sua. Não existe nenhum manancial a ser compensado. Pena parlamentares tão mal preparados para o debate”, alfinetou.

Amastha ainda completou afirmando que falou “um milhão de vezes” que faria o parque assim que tivesse permissão, “o que até agora não tenho. E não tem nenhuma relação com shopping”, disse, voltando a cobrar o vereador o contrato: “Por favor me envia cópia do contrato social com as alterações e o contrato assinado com a prefeitura. Pode ser? Obrigado”, provocou.

Ainda sobre a questão do parque, o prefeito desafiou o vereador: “Quando o Sr. tiver um tempo para me receber vou e explico. E espero que depois de esclarecido, peça desculpas publicamente”, disse Amastha, para a seguir emendar “Alias, esqueça essa história de desculpas. Não lembrava que a família tem o costume de ofender as pessoas sem arrependimentos”, disse, lembrando acusação infundada feita a ele na tribuna do senado pela senadora Kátia Abreu (PSD), mãe do deputado e do vereador, quando o mesmo ainda atuava como empresário na capital.

Iratã voltou à carga sobre o fato do prefeito dizer que não são iguais e disse: “De fato não somos. Nosso nome não consta em processos criminais no Ministério Publico e nem Policia Federal”, ao que o prefeito respondeu: “como sua mãe teve condições de conferir durante toda a campanha. Nada que pudesse denegrir a minha imagem”, retrucou.

Amastha ainda disse que não sabe conviver com “a safadeza” e completou: “Muita arrogância se considerar oposição... A que? A quem esta acabando com a mamata das famílias?”, indagou concluindo “me envia os contratos, por favor?”.