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Na oportunidade que teve com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e energia, Wilson Grudtner, o deputado federal Ângelo Agnolin (PDT) reivindicou o retorno do programa “Luz para Todos” ao Tocantins. “De Norte a Sul do Estado é possível conhecer famílias que vivem de forma primitiva, à luz de lamparina. O Governo não pode torcer o nariz pra essa gente”, afirmou.

Agnolin confirmou a Grudtner que desde 2005 o programa é aguardado por determinadas regiões do Estado. Em algumas propriedades, os padrões já foram ajustados e as redes instaladas, mas não houve ligação da rede elétrica.

A suspensão do Programa Luz Para Todos foi oficializada em 2011, quando a Celtins, cessionária e executora do programa no Estado, foi excluída da lista de empresas autorizadas pelo Ministério.

Grudtner afirmou que, enquanto a Celtins não adimplir seus compromissos fiscais, o Programa Luz para Todos ficará paralisado. Dessa forma, continuará impedida de receber apoio para gerir o programa. “O problema para retomar o programa ao Tocantins não é de ordem orçamentária, pois aumentamos a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 76% e os financiamentos para o setor em 15% de forma que todas as ações de responsabilidade do Governo Federal foram cumpridas. Agora não podemos repassar recursos para a distribuidora inadimplente”, justificou.

Em resposta, Agnolin defendeu que, independente do processo de regularização da Celtins, o Governo precisa garantir a continuidade do programa.  “A população não pode pagar pela irresponsabilidade da Celtins. Nesse caso, é preciso identificar as irregularidades, punir com severidade os responsáveis pelos prejuízos e continuar as obras. Parar é retrocesso; sacrifica a população que está lá na zona rural, com um poste na porta e sem esperança nenhuma de que ele traga progresso”, protestou.

Na ocasião, Agnolin cobrou mecanismos para melhorar o planejamento e o alcance do programa. “É inadmissível para um cidadão ver o seu vizinho de apenas 100m ser atendido pelo programa e ele, no entanto, não poder contar com o beneficio. Como é o caso do Senhor Pedro Pacífico de Oliveira da cidade de Tupiratins, que desde 2005 espera pela energia em sua casa”, concluiu.