Campo

Foto: Simara Cavalcante

Com um índice vacinal de 91,45%, o Tocantins bate recorde de vacinação contra brucelose na primeira etapa da campanha realizada de 1º a 30 de junho. No primeiro semestre deste ano, foram vacinadas 484.980 bezerras bovídeas (bovinas e bubalinas) entre três e oito meses de idade, das 530.313 existentes nesta faixa etária.

Com isso, o índice também das propriedades rurais que protegeram seu rebanho contra a doença chegou a 81%. Atualmente, o Estado conta com 36 mil propriedades cadastradas com fêmeas bovídeas nesta faixa etária, destas mais de 29 mil vacinaram seu rebanho. “Acreditamos que este resultado é consequência da consciência dos produtores rurais, da interligação de mais escritórios da Agência e da implantação da vacina RB 51 para reforçar o combate, controle e prevenção à Brucelose e Tuberculose”, disse o presidente da Adapec, Marcelo Aguiar Inocente.

Quem deixou de cumprir a vacinação com a vacina B 19, será notificado quanto ao prazo para apresentar a vacinação com a RB 51. “Se não cumprir, além de ser multado em R$ 5,32 por fêmea não vacinada, terá sua ficha cadastral bloqueada e ainda assim deverá apresentar a declaração de vacinação com a RB 51”, explica a responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose – PECEBT, Regina Barbosa.

Para vacinar com a RB 51, o produtor rural terá de pegar uma autorização na Adapec , para que o médico veterinário cadastrado no PECEBT possa emitir o receituário para aquisição da vacina. Lembrando que tanto a vacina B 19 quanto a RB 51 só poderão ser aplicadas por médicos veterinários e seus auxiliares cadastrados na Adapec.

A segunda etapa de vacinação, que é obrigatória, teve início no dia 1º de julho e segue até 31 de dezembro.

Ações

Para reforçar ainda mais as atividades de controle e combate à doença, nos próximos meses a Adapec intensificará a fiscalização nas revendas de vacinas contra a brucelose, além de fiscalizar as atividades dos médicos veterinários e seus auxiliares de vacinação. “Queremos coibir irregularidades e assegurar a saúde do animal e da população, já que a brucelose pode ser transmitida ao homem”, ressalta Regina.