Polí­tica

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Em audiência pública conjunta na Câmara dos Deputados, o ministro Fernando Pimentel afirmou que o País assiste a um processo de “recriação da base industrial” próprio da economia do novo século em que alguns setores tradicionais que empregavam trabalho intenso encolhem e outros novos setores baseados no conteúdo tecnológico despontam para a liderança. O ministro Pimentel destacou ainda que todo o empenho recente realizado pelo Governo para dinamizar a economia brasileira pode não surtir efeito se não for costurado um consenso entre os diversos entes federativos para uma nova legislação tributária.

O ministro Fernando Pimentel disse que não compartilha do entendimento de alguns setores econômicos de que o país sofre um processo de desindustrialização. "As tendências de longo prazo não indicam essa desindustrialização", afirmou Pimentel em audiência pública conjunta (CDEIC, CVT, CAPADR e CREDN) nesta quarta-feira (18/9). Para apoiar sua afirmação, o ministro apresentou números do emprego industrial que, em 2001, era de 4,3 milhões de pessoas e, em 2011, subiu para 8,1 milhões. 

Pimentel destacou ainda que a falta de consenso em termos de legislação tributária dificulta muito o desenvolvimento econômico. "A atual legislação do ICMS (de competência dos Estados) é obstáculo para a competitividade. Não existe consenso. São 27 legislações diferentes, com alíquotas disparatadas." Pimentel ressaltou que o país hoje não dispensa dois consensos: a estabilidade da moeda e os mecanismos de ascensão social e redistribuição de renda.

O deputado Agnolin, por sua vez, demonstrou a importância da educação no desenvolvimento econômico do país. “Hoje, existe uma grande demanda por inovação que advém de profissionais da área de exatas e que por sinal estão em déficit no mercado, pois estamos formando pessoas em excesso nas áreas de humanas e sofrendo com a escassez de profissionais das áreas de exatas”.

Para Agnolin, um dos caminhos para mudar o cenário e dar maior competitividade para a indústria brasileira e assim incrementar a economia do país começa pelo redirecionamento da formação superior, por meio do incentivo e orientação sobre a importância dos cursos das áreas de exatas, além de fomentar a Educação a Distância (EAD). “O Brasil precisa sair da timidez e explorar o EAD, pois essa modalidade de ensino tem capacidade para ajudar o Brasil a atingir o grau de desenvolvimento e competitividade que seu povo merece”, destacou.