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O deputado Angelo Agnolin (PDT-TO) foi, na última semana, à Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para reunião com o diretor geral da Agencia, Romeu Donizete Rufino, e solicitou a retomada do programa “Luz Para Todos”, no Estado do Tocantins. O Tocantins está com os trabalhos do Programa interrompido, oficialmente, desde 2011, devido à inadimplência fiscal da concessionária e executora do Programa no estado, Celtins.

O deputado Agnolin informou que de Norte a Sul do Estado é possível conhecer famílias que vivem de forma primitiva à luz de lamparina e que algumas regiões estão desde 2005 à espera dos benefícios do Luz Para Todos. “Isso é inadmissível, a população clama por uma qualidade de vida que virá somente após o acesso à energia elétrica”, ressaltou.

Segundo Rufino, a previsão era de que a universalização do acesso à energia elétrica no Tocantins acontecesse até 2016, mas que a implantação do Programa Luz Para Todos acelerou essa meta para 2014. Rufino reconheceu que as paralisações dificultaram o alcance desses objetivos, mas que a expectativa é que a retomada do programa aconteça até o final deste ano, após a solução dos quesitos financeiros que envolvem a Celtins.

Rufino informou ainda que faltam 34.000,00 (trinta e quatro mil) ligações para universalização da energia no Tocantins, sendo que destas, 30.000,00 (trinta mil) serão atendidas pelo Programa Luz para Todos e 4.000,00 (quatro mil) deverão ser cobertos com recursos próprios da Celtins. Para solucionar o problema, Rufino sugeriu ao deputado Agnolin a busca de dados mais claros e atuais sobre o assunto junto ao Ministério de Minas e Energia, uma vez que a Aneel é responsável apenas pela fiscalização e cumprimento do Luz Para Todos e não tem a competência para a reativação.

Para o deputado Agnolin, é necessário apressar a retomada do Programa no Tocantins, uma vez que a pressão por parte da população é crescente. “O cidadão que não está sendo beneficiado se sente injustiçado, uma vez que falta pouco para a conclusão do Programa no estado. Viver na roça sem energia elétrica hoje significa mais do que a singela falta de luz no período noturno de épocas atrás, significa perder a oportunidade de explorar de forma eficiente sua terra e sofrer com prejuízos em toda produção de sua propriedade”, declarou.