Meio Ambiente

Foto: Divulgação

O maior mosaico de áreas protegidas do bioma cerrado está em fase de instituição. O seminário para a apresentação da conclusão do Projeto Corredor Ecológico da Região do Jalapão, que prevê a gestão integrada e participativa das Unidades de Conservação do Leste do Tocantins, incluindo parte do estado da Bahia, iniciou na manhã da última quarta-feira, 2, e segue até esta quinta, no auditório do Memorial Coluna Prestes, em Palmas.

O Seminário reúne representantes da Jica, Koji Asano, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, Allan Crema, além dos representantes do governos do Tocantins e Bahia,  dos  gestores das nove Unidades de Conservação, e ainda de ONGs da região.

Conduzido pelo consultor da Jica, Marcos Pinheiro, o Seminário visa rever os resultados do Projeto, desde as ações desenvolvidas por cada município às pesquisas e levantamentos, e ainda discutir o plano estratégico que norteará as ações integradas do futuro.

Durante a apresentação, Pinheiro frisou sobre a importância das ações integradas entre as unidades para que o Mosaico receba o reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA). “Apesar de não ter ainda o reconhecimento, nada impede de as ações continuarem, pelo contrário, as ações de gestão devem existir para que justifique o reconhecimento”, explicou.

Atualmente, existem 14 mosaicos reconhecidos pelo Ministério, e a documentação do Mosaico do Jalapão já está em Brasília aguardando posicionamento da ministra. “Esse reconhecimento, apesar de não mudar nada no ponto de vista prático dos trabalhos, possibilitará a constituição de um conselho gestor reconhecido pelo ministério do Meio ambiente”, frisou Pinheiro.

Com a apresentação dos resultados, encerra a última etapa do apoio da Jica ao Projeto. “Com a conclusão, a Jica vai sair de cena e permanecem as instituições que fazem a gestão das Unidades de Conservação na região do Jalapão, teremos que dar continuidade às ações integradas do Mosaico”, explicou o coordenador de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, João Leal Neto.

Projeto

O projeto Corredor Ecológico do Jalapão teve início em 2010 por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em cooperação técnica com a Jica - órgão do Governo Japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA), e contou com o apoio dos governos do Tocantins e Bahia  e associações locais.

Durante este período, os parceiros e a Jica coordenaram as ações do projeto para a elaboração de um Plano Estratégico cujos objetivos serão estabelecer as diretrizes que orientarão o processo de integração das atividades desenvolvidas entre as unidades de conservação e subsidiarão as decisões e funcionamentos do conselho consultivo do Mosaico do Jalapão.

O Corredor Ecológico do Jalapão será um instrumento de gestão e ordenamento territorial com o objetivo de garantir a conectividade entre Unidades de Conservação da região, permitindo a dispersão de espécies de uma área para outra. Enquanto que o mosaico consistirá na gestão integrada e participativa do um conjunto de Unidades de Conservação da região do Jalapão.

A região do Jalapão está protegida por nove unidades de conservação, sendo cinco de proteção integral: a Estação Ecológica da Serra Geral do Tocantins, o Parque Estadual do Jalapão, o Monumento Natural Canyons e Corredeiras do Rio Sono, o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, e a Estação Ecológica do Rio Preto. E quatro de uso sustentável: as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Rio Preto, da Serra da Tabatinga e do Jalapão e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Catedral do Jalapão (RPPN).