Polí­tica

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Passado o período das filiações dos candidatos que pretendem disputar cargos para o próximo ano os partidos começam a planejar o rumo e os projetos para o pleito do próximo ano. É o caso do Partido Republicano da Ordem Social –PROS, comandado no Estado pelo suplente de senador, Ataídes Oliveira. Em entrevista ao Conexão Tocantins o suplente falou dos planos e das perspectivas para alianças para o próximo ano. O partido recebeu como filiados os deputados estaduais Eli Borges e Sargento Aragão. O nome de Ataídes será lançado em breve como pré-candidato ao Governo.

Primeiro Ataídes criticou as adesões de alguns políticos em outros partidos e o discurso de oposição adotado por lideranças que deixaram o governo estadual recentemente como o caso da senadora Katia Abreu.  “Eu acredito que o povo que é sábio, ele sabe que estas pseudo oposições que se iniciaram aqui no Tocantins não passam de composições, ou seja, a pessoa que há 10 dias era governo hoje virou oposição  e o povo não admite isso”, frisou. Para o suplente, essas frentes partidárias que fazem discurso contra o atual governo estadual não são oposição. “ A oposição que podemos afirmar que existe que é o PROS que é oposição a todo esse sistema que se instalou no Tocantins”, frisou.

Dentre os partidos e lideranças que Ataídes diz não considerar como oposição ele incluiu ainda o PP e principalmente o prefeito de Palmas, Carlos Amastha. “Tenho muito respeito pela pessoa do Amastha mas não estou conseguindo ver esse grupo dele também como oposição. Essa composição com Siqueirinha me leva a imaginar que não se trata de oposição”, disse. Ao citar Siqueirinha ele se refere ao secretário Estadual de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, possível candidato do governo estadual.

O grupo do prefeito Amastha inclui o PT e ainda o PR que começou a conversar sobre a possibilidade de um projeto conjunto pela oposição para 2014.

Para Ataídes apesar do discurso que faz como oposição o prefeito da capital precisa demonstrar isso. “Se por ventura ele firmar essa situação de oposição vai ter que mostrar isso pra todos nós pois  no momento não consigo vê- lo como oposição”, disse afirmando que vê possibilidade de composição entre Amastha e Eduardo.

Mudança

Ataídes explicou que o projeto do PROS é de mudança para o Estado. “Nosso interesse e única intenção é mudar o que está aí. Da forma que se encontra esse Estado governado não dá mais para continuar. É preciso sim oposição sim a este governo. Temos que mudar isto porque o Estado é rico e cheio de possibilidades”, frisou acrescentando que atualmente o Tocantins está pendurado em 62% do FPE.

Para o suplente um verdadeiro candidato que o povo quer precisa ter vontade política, competência, se honesto, respeitar o próximo e o dinheiro público. “O quadro que se encontra por aí de composição e de situação já provou que não tem compromisso com o Estado e com o povo”, reiterou.

Questionado se o PROS pretende então lançar uma chapa puro sangue já que condena os atuais partidos que se intitulam como oposicionistas, Ataídes frisou que tem carinho e simpatia pelo PV do deputado Marcelo Lelis, pelo PSOL e ainda pelo PTC e PSC.  Ele frisou que ainda é cedo para falar de alianças e composição.

O partido espera como reforço na filiação e com interesse de disputar numa chapa majoritária o procurador federal Mario Lucio Avelar que segundo Ataides já demonstrou interesse num projeto político no Estado. Por ser procurador, Avelar tem até abril do próximo ano para se afastar do cargo e escolher em qual partido vai se filiar.