Saúde

Foto: Márcio Vieira

Benefício concedido pelo governo do Estado, os atendimentos do Plansaúde atendem a uma grande parcela dos servidores públicos e dependentes com diversas especialidades médicas. Ao todo, quase 90 mil pessoas são atendidas pelo Plansaúde. Após assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta com a Defensoria Pública do Estado, o governo arcou com uma fatura de R$ 12,9 milhões e o atendimento aos usuários já foi regularizado.

Conforme o secretário de Estado da Administração, Lúcio Mascarenhas, os pagamentos já foram feitos e os atendimentos estão sendo normalizados gradativamente. “Nenhum prestador de serviço do Plansaúde, seja pessoa física ou jurídica, tem razões financeiras para deixar de atender pelo plano”, frisou.

Ao todo, o Plansaúde atende cerca de 90 mil pessoas, entre beneficiários e dependentes. Deste montante, de acordo com o secretário da Administração, 22 mil são titulares do benefício e os outros 67 mil são dependentes diretos destes. “Este é um plano para a família. No qual os servidores podem colocar seus dependentes”, completou.

Diferente de planos de saúde da iniciativa privada, o governo do Estado mantém a contribuição com o Plansaúde dos servidores, mesmo após a aposentadoria. “Em uma empresa, se um funcionário se aposenta, ele tem que pagar o plano de saúde integralmente. Mas aqui no Estado, nós continuamos a contribuir com o Plansaúde com valores dos cofres do Estado”, explicou.

Tocantins

De acordo com a coordenadora da Unimed Centro-Oeste – operadora do Plansaúde, Vera Freitas, atualmente o Tocantins conta com 609 médicos credenciados, distribuídos nas regionais de Palmas (374), Araguaína (155) e Gurupi (80). Além disso, são 230 instituições credenciadas entre laboratórios, clínicas e hospitais: 122 na regional de Palmas, 59 na de Araguaína e 49 na Gurupi. Conforme a gestora, 90% dos atendimentos estão normalizados, dependendo somente do retorno de alguns médicos que se afastaram.

Com experiência em outras unidades da operadora de plano de saúde, Vera frisou que o Plansaúde é um benefício que vale a pena para os servidores do Estado. Segundo a coordenadora da Unimed, o Plansaúde é considerado um benefício híbrido dentro da operadora, ou seja, composto por contribuição dos servidores e do Estado. “O Estado do Tocantins pode se sentir um privilegiado por ter um benefício como o Plansaúde. Se os servidores forem colocar na ponta do lápis e pesar a oferta de atendimentos com o preço ofertado, vai descobrir que vale a pena”, pontuou.

Segundo as regras do Plansaúde, servidores sem dependentes contribuem com 4% do valor salarial por mês, descontados em folha. Já com dependentes, este valor sobe para 6% do salário. “Se um servidor ganha R$ 1.000 e tiver dependentes, ele vai pagar uma taxa de R$ 60 por mês ao Plansaúde”, disse Lúcio Mascarenhas.

Além disso existe a coparticipação por procedimentos, ou seja, um percentual a ser pago pelo contribuinte por exames ou cirurgias. Mas mesmo para as taxas de coparticipação, tem um teto de repasse do servidor, que não deve passar de 10% de seu salário. Conforme a coordenadora da Unimed, as taxas de coparticipação variam entre 15% e 25% do valor do procedimento.

Satisfação

Para a administradora Patrícia Araújo Luz, que é servidora na Secretaria de Estado do Planejamento e Modernização da Gestão (Seplan), os atendimentos do Plansaúde são satisfatórios. “Todas as vezes que eu precisei, sempre fui bem atendida. Todos, desde as técnicas de enfermagem, que fazem a triagem até os médicos nos atendem bem e com agilidade”, frisou. Um outro ponto destacado pela servidora é a limpeza dos locais de atendimento. “Eu tenho uma certa compulsão por limpeza e sempre reparo o local. Todos que eu fui atendida eram limpos, organizados e equipados”, concluiu. (ATM)