Saúde

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O HGPP – Hospital Geral Público de Palmas realiza procedimento inédito no setor de Hemodinâmica do Hospital. O procedimento de Valvoplastia Mitral será mais um serviço de alta complexidade disponível para a população, tendo a frente da equipe médica o Dr. Andrés Gustavo Sanchez Esteva e Dr. Ibsen Suetonio Trindade, com a participação do especialista em Válvula Cardíaca, o médico cardiologista Sérgio Braga, do Instituto Dante Pezzanense do Estado de São Paulo.

Na última sexta-feira, 8, a paciente Hátila Tavares da Silva, 28 anos, que foi submetida à Valvoplastia Mitral disse estar muito feliz e a previsão de alta é para amanhã.  E segundo o cardiologista Andrés Gustavo Sanchez, esse tipo de procedimento passará a ser normal na rotina da Hemodinâmica. “O procedimento por ser minimamente invasivo possibilita ao paciente uma rápida recuperação, pois não precisa de incisões no peito, não precisa de UTI, nem hospitalização prolongada”, esclareceu Andrés.

Para o especialista em Válvula Cardíaca, o cardiologista Sérgio Braga foi um prazer estar em Palmas participando e acompanhando esse procedimento realizado no HGPP, que possui um setor de Hemodinâmica com recursos aptos a qualquer procedimento. “O tratamento de Valvoplastia Mitral percutânea tem baixa incidência de complicações comparada com a cirurgia cardíaca aberta. A equipe médica do HGPP está de parabéns”, finalizou Sérgio Braga.

Valvoplastia Mitral

Desde a introdução da técnica de dilatação por balão da estenose mitral em 1984, a valvoplastia mitral por cateter balão (VMCB) tem se revelado um tratamento efetivo para a estenose mitral em pacientes selecionados. A possibilidade de sua realização, mesmo em situações em que há elevado risco cirúrgico, evitando as complicações inerentes ao binômio toracotomia-circulação extracorpórea, tornou a VMCB opção terapêutica em relação ao tratamento cirúrgico. 

As vantagens do procedimento são: redução do tempo de internação hospitalar, diminuição de custos hospitalares e baixa incidência de complicações são vantagens que tornam este método extremamente atrativo, como alternativa à cirurgia. 

Após o procedimento, a melhora imediata da área valvar e a sobrevida livre de eventos a médio e curto prazo são comparáveis à comissurotomia cirúrgica. Muitos fatores têm sido sugeridos como determinantes do sucesso tardio da VMCB, incluindo: idade, aspectos morfológicos da valva, ritmo cardíaco, débito cardíaco, área valvar mitral (AVM) e experiência do centro intervencionista.