Campo

Foto: Madson Maranhão

A área plantada no Tocantins na safra 2013/2014 deve aumentar em até 6,5% com relação à safra anterior, enquanto para a produção está previsto um aumento de até 11,5%. As informações são do 2º Levantamento de Intenção de Plantio, safra 2013/2014, realizado no Estado entre os dias 28 de outubro e 02 de novembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Conforme a estimativa de produção de grãos apresentada pelo estudo, enquanto na safra passada o Tocantins contava com 813,82 mil hectares, para a safra 2013/2014 estima-se que a área plantada seja de 866,54 mil hectares, o que representa um crescimento de 6,5%. Dos grãos produzidos no Tocantins, estima-se que a área do algodão em caroço seja a que mais apresentará crescimento, passando de 5,95 mil hectares na safra anterior, para 6,6 mil hectares na safra 2013/2014, com 10,9% de aumento.

Segundo o levantamento, a região que apresenta maior aumento percentual de área plantada é a que compreende os municípios de Alvorada, Aliança do Tocantins, Caseara, Cristalândia, Divinópolis, Dueré, Figueirópolis, Formoso do Araguaia, Gurupi, Lagoa da Confusão, Marianópolis, Paraíso, Peixe e Pium. Nesta região a área plantada na safra anterior era de 257,38 mil hectares e a previsão é de que na safra 2013/2014 se chegue a 289,74 mil toneladas, com 12,6% de crescimento.

No quesito produção, esses municípios também são os que apresentam maior aumento. Se em 2012/2013 a produção nesta região foi de 969,31 mil toneladas, na próxima safra a estimativa é de que se produzam 1.106.940 com 14,2% de aumento.

Enquanto em 2012/2013  a safra tocantinense de grãos foi de 1.103.630 toneladas, a estimativa é de que em 2013/2014 se chegue a 2.938.060 com um aumento de 11,5%. O grão que apresenta maior crescimento de produção, segundo o levantamento, também é o algodão em caroço, que deve passar de 17,94 mil toneladas da safra anterior para 23,81 mil toneladas em 2013/2014, o que resulta num aumento de 32,7%.

Perspectivas

Para o engenheiro agrônomo da Seagro, Genebaldo Barbosa Queiroz, o aumento é significativo nesta região porque alguns municípios que antes tinham produção inexpressiva, agora começam a investir no setor. “Outra tendência que se pode observar a partir do estudo é que a produção do arroz de sequeiro continua em decréscimo, enquanto o do arroz irrigado cresce”, afirma, explicando que isto se dá à sensibilidade do arroz de sequeiro ao período de estiagem.

Segundo Queiroz, embora a estimativa aponte uma estagnação na área de milho e sorgo, espera-se um aumento na área para a segunda safra. “Como o período chuvoso começou mais cedo, os produtores iniciaram o plantio antes do previsto, o que pode causar incremento na segunda safra”, diz. Conforme o engenheiro, o crescimento nas áreas plantadas de algodão em caroço é devido à incorporação de áreas que antes eram pasto e nos últimos anos têm sido incorporadas como área de produção agrícola. (Ascom Seagro)