Meio Ambiente

Foto: Fernando Alves

O cerrado representa cerca de 5% da diversidade biológica do planeta e está presente em 24% do território nacional. Para apresentar e debater melhorias para o bioma no País, o Fórum Estadual de Secretários de Meio Ambiente do Bioma Cerrado se reuniu na ultima quarta-feira, 02. O encontro foi organizado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Tocantins (Semades) e também contou com secretários e representantes dos estados de Goiás, Maranhão, Bahia e Minas Gerais.

De acordo com o secretário da Semades, Alexandre Tadeu, o fórum é uma reunião dos órgãos ambientais que visa discutir os problemas inerentes a esse bioma e está pautado nas grandes questões ambientais em foco no País. “Temas como o código florestal, a Política Nacional do Meio Ambiente, a atuação do Conselho Nacional do Meio Ambiente e o Cadastro Ambiental Rural são questões macros. São situações que vão fazer diferença em todos os estados deste bioma”, explica.

Durante a reunião também foram discutidas estratégias para a criação de uma Frente Parlamentar para Proteção do Cerrado no âmbito do Congresso Nacional. O objetivo é mobilizar deputados e senadores que possam colocar o bioma nas pautas ambientais debatidas. Uma delas é a proposta de emenda à constituição (PEC) que define o Cerrado e a Caatinga como patrimônios nacionais, assim como acontece com a Mata Atlântica. A matéria foi aprovada pelo Senado Federal em 2010 e não foi apreciada pela Câmara Federal.

  Estados

A secretária de Meio Ambiente de Goiás, Jaqueline Vieira, destaca que o cerrado tem um importante papel na biodiversidade, mas essa informação precisa chegar a conhecimento público. “Para mim, esse fórum é uma forma de trazer a discussão da valorização deste bioma perante aos outros biomas em todo o mundo. O fórum pode contribuir muito com essa divulgação e com outras iniciativas para que o cerrado seja efetivamente reconhecido”, avalia.

O Presidente do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, Bertoldino Junior acrescenta que o fórum traz a possibilidade de aumentar a rede de proteção do bioma. “Queremos saber o que pode ser feito para desenvolver a região, mas com sustentabilidade. Então, a função do fórum é colocar o cerrado na pauta da economia sustentável. Temos que fazer com que os nossos estados cresçam, se desenvolvam, mas respeitando as normas ambientais e, mais do que isso, respeitando o cerrado como um bioma extremamente importante para o País”, conclui. (Ascom Semades)