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Foto: Elson Caldas

Quinto maior produtor de arroz do Brasil, o Tocantins colheu mais de 570 mil toneladas do grão segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2013/2014, encerrada no primeiro trimestre deste ano. Com uma produtividade superior a alguns vizinhos concorrentes, a mais nova unidade federativa da nação chega a produzir até 4.760 Kg de arroz por hectare, número bem maior do que os cerca de 1.500 Kg/ha registrados, por exemplo, pelo Maranhão, conforme informações da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro).

Neste ano, uma particularidade foi o aumento na produção de arroz irrigado, em comparação com aquele cultivado na modalidade sequeiro. A diferença está relacionada a certa irregularidade nas chuvas neste ano, o que causou dificuldades aos produtores do arroz de sequeiro. De acordo com o supervisor de grãos e oleaginosas da Seagro, Genebaldo Barbosa de Queiroz, a redução na área plantada nesta modalidade ainda sofreu consequências da opção de alguns produtores que decidiram plantar soja ao invés do arroz, nesta safra. “Nós tivemos uma pequena redução da área plantada nas regiões de sequeiro. Alguns produtores optaram por plantar soja, que se mostrou mais atraente”, completou. Mesmo assim, o supervisor da secretaria frisou que o mercado para o arroz continua uma fonte segura para comercialização da produção.

A irregularidade nas chuvas foi um ponto de dificuldades do cultivo em áreas de sequeiro, que não possuem irrigação constante das regiões de importantes projetos como o do Rio Formoso e do Rio Manoel Alves. Para o produtor do município de Formoso do Araguaia, Ivo Feliciano Fernandes, mesmo com uma pequena redução em comparação com a safra anterior, a produção neste ano foi boa. “No ano passado, a chuva foi em maior volume e mais espaçada, mas foi boa [a produção]. Plantei 2.300 hectares e consegui colher em torno de 100 sacas de arroz”, disse.

Do ponto de vista de incentivos à produção, o governo do Estado vem implementando ações que fortalecem a logística de transportes dos grãos colhidos, além de capacitar produtores para as novas formas de gestão rural. Obras como as do Programa de Assistência aos Municípios (PAM), que já recuperou mais de 8 mil Km de estradas vicinais em todo o Estado, aliadas com as do Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS), possibilitam mais segurança e qualidade no escoamento da produção.

Aliado a isto, os incentivos dados para a implantação de empreendimentos que beneficiam a produção aumentam o valor agregado do arroz cultivado no Tocantins, além de gerar empregos e renda para a população das cidades que recebem as empresas. “O governo tem dado apoio na instalação da unidade de processamento que está sendo implantada em Lagoa da Confusão. Isto gera mais valor agregado ao produto, gera empregos, além de um subproduto do arroz que pode ser usado como ração animal”, completou Genebaldo Queiroz.

Capacitação

Como forma de capacitar todos os membros da cadeia produtiva de arroz no Estado, a Seagro organizou, ainda em 2013, o 7° Seminário da Cadeia Produtiva de Arroz, que contou com profissionais da área e empresários que debateram sobre modalidades de cultivo e formas de potencializar a produção do grão - que é uma das bases da alimentação do brasileiro. “Em 2013 nós organizamos o 7° Seminário da Cadeia Produtiva do Arroz em parceria com a Embrapa e a Unitins [Fundação Universidade do Tocantins], onde pudemos promover uma troca de experiências sobre pesquisa de novos cultivares e controle de pragas”, frisou o supervisor de grãos e oleaginosas da Seagro. (ATN)