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Foto: Divulgação Wiston Gomes confirmou que os funcionários trabalham em condições Sub-humanas Wiston Gomes confirmou que os funcionários trabalham em condições Sub-humanas

Funcionários da Adapec (Agência de Defesa Agropecuária) de Araguaína resolveram protestar nesta sexta-feira, 9, e por isso o escritório localizado no município não está em funcionamento. O protesto segundo funcionários é devido às péssimas condições de trabalho em que se encontram a Delegacia Regional o Escritório Local e as demais regionais no Estado. Segundo relatos, falta de tudo.

Os servidores decidiram parar as atividades em reunião na última quinta-feira, 8, apresentando como motivos, falta de material de expediente, como papel, computadores, salas sem ar-condicionado, sem mesas, falta d’água para lavar os banheiros, para servir aos usuários da Adapec, veículos há um ano na oficina esperando por conserto, caminhonetes adquiridas através de convênios, abandonadas no pátio há mais de ano, más condições nas barreiras etc.

Outro problema que estaria atrapalhando os funcionários, seria o sistema geral do órgão, no qual é essencial para computar as declarações de vacina da febre aftosa e atendimento aos produtores. “O sistema geral da Adapec está sem funcionar desde segunda-feira, 05, e desde o início do mês está dando pane. O produtor não tem como declarar a vacina”, afirmou um funcionário.

Os funcionários também voltaram a reclamar da falta de pagamento do Redade (Ressarcimento de Despesas de Serviços Agropecuários aos servidores da Adapec), segundo eles, o governo paga na hora que quer e quando quer, "isso não pode ficar assim, espero que possamos juntos tomar uma decisão urgente, somos fundamentais dentro da cadeia produtiva, bem como na arrecadação desse Estado”, disse uma funcionária que prefere não se identificar.

As reclamações não cessam. “Onde eu trabalho toda semana liga um perguntando o que precisa, mas na verdade nunca recebemos nada! não tem internet nem computador, nem impressora, o ar condicionado é particular, falta tudo e tudo é na base da vaquinha. Ainda tem gente q liga cobrando relatórios digitados, impressos e arquivados, cansei tô fora!”, disse um funcionário indignado.

Outro funcionário que prefere não se identificar criticou a gestão: “É uma pena esse presidente achar que mesas e cadeiras vão solucionar todos os problemas que são encontrados na agência, prova a falta de planejamento desse gestor que diz que esta resolvendo toda demanda de todos municípios, meu caro presidente você tem que se preocupar com os equipamento de informática que não tem no município de Sucupira e outros não tem impressora para imprimir as cartas aviso da comprovação de vacina de febre aftosa, as demandas são outras presidente, acho que você não esta lendo as solicitações das regionais", desabafou.

Ainda segundo eles, alguns fiscais estão se mobilizando para fazer denúncia no Ministério Público do Trabalho, por terem que trabalhar em condições sub-humanas e por não serem apresentadas soluções.

Wiston Gomes

O presidente da Associação dos Funcionários da Adapec, Wiston Gomes, em visita ao Conexão Tocantins na tarde desta sexta-feira, 09, confirmou que os funcionários da Adapec estão trabalhando em condições sub-humanas e afirmou que a paralisação em Araguaína com o apoio da AFA( Associação dos Funcionários da Adapec) é um ato simbólico para chamar à atenção do governo do Estado para as condições de trabalho enfrentadas pelos funcionários.

Wiston frisou que o problema não está só em Araguaína, segundo ele, o problema está em todas as regionais do Estado e disse que as barreiras fixas ( postos localizados nas fronteiras do Estado), as condições também são bem precárias. “O pessoal trabalha no regime de escala de 7 dias e meio corridos, onde falta desde material de limpeza, papel, impressora, computador, veículo”, pontuou.

“A paralisação é em Araguaína por ser uma região de grande movimentação, importante no agronegócio tocantinense. Mas caso o governo não resolva as demandas da Adapec, essas paralisações serão estendidas a todo o Estado”, disse o presidente.

Quanto a questão do sistema que gerencia os trabalhos realizados, Wiston disse ao Conexão Tocantins que é muito lento, não dá conta da demanda. “O sistema onde o trabalho é gerenciado, o servidor não está tendo capacidade de atender a demanda, o processo está muito lento”, disse.

O presidente da Associação ainda salientou ter participado de reunião há mais de 60 dias, onde estavam, o presidente da Adapec, representante da SFA (Superintendência Federal da Agricultura no Tocantins), presidente chefe de gabinete da diretoria, etc. e foram apresentados relatórios mostrando as condições de trabalho das barreiras, no entanto até o momento nada de soluções.

Em relação ao Redade, Wiston frisou que os “constantes atrasos trazem dificuldades e insatisfação para os servidores”, disse.

Adapec

Segundo a Adapec (Agência de Defesa Agropecuária), o órgão de Araguaína mudou recentemente de endereço e mesmo com pequenos transtornos, os serviços prestados aos produtores rurais não foram paralisados, contando com o suporte do É Prá Já.

Ainda segundo a Adapec, o material permanente a exemplo de cadeiras e mesas já foram adquiridas, algumas estão sendo patrimoniadas, outras já foram entregues e mais serão compradas por meio do convênio firmado entre Adapec e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A Agência ainda informou que o sistema já foi normalizado na tarde desta sexta-feira, 09, e ficou fora do ar por causa de um rompimento de fibra óptica que ocorreu entre o estado de Goiás e Tocantins, comprometendo alguns serviços, por ocasionar sobrecarga no sistema. (Matéria atualiza às 16h05)