Polí­tica

Foto: Valério Zelaya

O prefeito da capital, Carlos Amastha (PP) já avisou que não vai ficar de fora da eleição de outubro e está em fase de finalização nas articulações políticas de seu grupo que envolvem ainda outras legendas ligadas a ele. Amastha deve conversar nesta quarta-feira, 25, com o presidente regional do partido no Tocantins, Lázaro Botelho e nesta quinta-feira, 26, vai reunir todo o seu grupo da capital para as definições das candidaturas e apoio ao Governo.

Amastha explicou ao Conexão Tocantins os critérios que está adotando na escolha de seu candidato ao Governo. “Vou apoiar um projeto de gestão para o Estado”, se limitou a dizer. O prefeito, nos bastidores, tem ainda articulado com o ex-ministro Luiz Carlos Borges da Silveira e até com o petista Nicolau Esteves, ambos já foram pré-candidatos ao Governo.

O prefeito pode apoiar a reeleição do governador Sandoval Cardoso (SD) mas se o ex-governador Siqueira Campos não estiver na majoritária. O PP já está na base do governo.

O gestor pode apoiar também o pré-candidato do Pros, senador Ataídes Oliveira porém recentes declarações do deputado estadual Sargento Aragão (Pros) de que, quer derrotar o prefeito na capital, na disputa com seu indicado para a federal, azedou um pouco a possibilidade.

Com relação ao PMDB, conforme o Conexão Tocantins apurou junto a aliados, o prefeito teria restrição ao nome de Marcelo Miranda, principal nome cotado. O gestor teria dito a aliados que Marcelo não tem capacidade de administração e gestão.

Outro bloco que Amastha tem dificuldades de apoiar seria uma possível candidatura de Marcelo Lelis que ficou inelegível ontem por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Amastha foi o autor da ação que resultou na inelegibilidade e chegou a comemorar dizendo que a população de Palmas ganhou com a decisão. O PT citou ontem durante anúncio de aliança que estava conversando com Amastha.

Relação com Katia

O gestor esteve no sábado com a senadora Katia Abreu (PMDB) para discutir uma frente de apoio à presidente Dilma Rousseff no Estado, porém, tal aproximação não significaria que os dois são aliados politicamente. O prefeito continua esperando um pedido de desculpas públicas da senadora em razão de acusações que ela fez contra ele anos atrás.