Polí­tica

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Professores Universitários e da Educação Básica, profissionais liberais, técnicos de Estado, Educadores Populares, Estudantes e demais agremiados assinaram na noite do sábado, 13, um manifesto de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. As assinaturas foram coletadas em reunião realizada na residência do reitor da Universidade Federal do Tocantins, Márcio Silveira, que contou com 70 pessoas. Durante o bate papo o assunto abordado em cada fala girou em torna das ações e bons resultados da gestão Dilma, com ênfase também, à atuação do ex-presidente Lula e da transformação da realidade brasileira que hoje tem altos indicadores de crescimento.

Presente na ocasião, o prefeito José Santana Neto, coordenador Estadual da Campanha da presidenta Dilma no Tocantins, falou da importância de se disseminar os bons resultados do Governo que mudou e está mudando a realidade brasileira. “Somos multiplicadores de opinião, que sejamos capazes de fazer com que as pessoas entendam como entendemos, a melhora ocorrida no Brasil e contribuíamos com a continuação da melhora da nossa realidade”. O presidente do PT Tocantins, Júlio César Brasil, endossou a importância do apoio à Presidenta Dilma, inclusive, pela força dispensada pelos governos Dilma e Lula aos gestores municipais que puderam trabalhar de forma mais digna e levar aos seus munícipes diversos benefícios.

Lido pelo professor Adão Francisco de Oliveira, o manifesto apresentou conteúdo abrangente, contextualizado na história da pátria e de sua evolução, trazendo números consolidados de avanços adquiridos no Brasil nas gestões Lula e Dilma.

O texto é encerrado afirmando e declarando, “é por tudo isso que nós não temos dúvidas e, nessa noite, assinamos esse manifesto, como forma de apelo ao povo tocantinense para que acerte na escolha no próximo dia 05 de outubro, votando Dilma Rousseff para presidente, para que o Brasil possa ser Mais e ainda Melhor”.

Encerrando o momento que foi conduzido pelo professor George França, o reitor Márcio Silveira destacou as políticas educacionais que incluiu diversas pessoas no sistema de educação brasileiro e apontou os valores de investimento direcionados para a área. Falou do êxito do Ciências sem Fronteiras, Enem, ProUni e Embrapa com suas respectivas importâncias e da transformação do Brasil que se tonou um grande investidor na indústria de conhecimento.

Confira abaixo o Manifesto na íntegra:

MANIFESTO DE APOIO DOS INTELECTUAIS TOCANTINENSES À CANDIDATURA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF 2014

1. Nós, abaixo-assinados, Professores Universitários e da Educação Básica, profissionais liberais, técnicos de Estado, Educadores Populares, Estudantes e demais agremiados, valemo-nos desse documento para expressar à sociedade tocantinense o nosso TOTAL E IRRESTRITO APOIO À CANDIDATURA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF NESSAS ELEIÇÕES DE 2014.

2. Compreendemos que apenas 3 anos após os vastos 500 anos de História oficial desse país-continente, foi que o Estado brasileiro teve, de fato, um governo que arrogasse para si a corajosa e necessária política universalista de redistribuição de riquezas, pautada num planejamento sistemático, integrado e articulado. Essa política, iniciada há apenas 12 anos com a instalação do primeiro governo de Luís Inácio LULA da Silva, pautou-se desde o princípio pelo reconhecimento de que, por um lado, um dos maiores problemas do Brasil é a injusta e aviltante concentração de renda e, por outro, de que essa concentração produz internamente desigualdades territoriais de toda sorte. Assim, a grande meta dessa lógica governista é tornar o Brasil um país mais significativo, forte e marcante no cenário internacional, detentor de uma riqueza sólida e pujante, mas ao mesmo tempo reduzindo drasticamente as assimetrias regionais internas e empoderando o povo brasileiro econômica, cultural, social e politicamente.

3. O exercício dessa política, apesar de não ter cessado (e nem sequer intencionado) a capacidade de enriquecimento das elites econômicas nacionais e internacionais com negócios aqui, reduziu significativamente as suas imensas vantagens, uma vez que fez do Estado um agente político para todos, e não apenas para esse minúsculo estrato social. O que esse governo social-redistributivista fez foi, pela primeira vez na História do Brasil, desprivatizar o Estado, tirando-o do monopólio daqueles que havia séculos impunham os seus interesses excludentes à maioria da população brasileira. E é exatamente essa coragem de fazer o bem a todos e todas os/as cidadãos e cidadãs brasileiros que explica a reação raivosa, racista e preconceituosa dessas elites contra o governo e contra o povo, recheada de uma violência material e simbólica desprendida por grupos políticos, por forças militares e pelos principais veículos dos meios de comunicação.

4. Os signos dessa política social-redistributivista são tão marcantes que têm tornado o Brasil uma grande referência mundial em termos de estruturação republicana e de exercício democrático, uma vez que as macro políticas são definidas a partir de uma ampla mobilização social desde o território local/municipal, até o nacional, através de conferências, consultas e assembleias participativas. Assim, mesmo que o povo brasileiro não perceba, principalmente porque os grandes veículos de comunicação concorrem com a discordância, nessa lógica de governo há um poderoso processo democrático em curso educando-o para a participação.

5. A consolidação dessa política tem sido fundamental para retirar o Estado do Tocantins do imenso anacronismo que sempre marcou essa porção do território nacional. Nos últimos 12 anos o Tocantins deu um verdadeiro salto em amplos indicadores sociais, econômicos e culturais, em que pese o fato de que o represamento histórico de profundas demandas não permitir que esse desenvolvimento o torne um estado de referência na federação. De todo modo, apenas como ilustração, podemos citar o caso da Educação Superior e Tecnológica, através da ampliação da UFT e do IFTO, servindo cada vez mais e melhor a grandes contingentes de tocantinenses e brasileiros. São ações que têm transformado a nossa população em cidadãos e cidadãs.

6. Nos últimos 4 anos, a condução dessa política foi exercida por Dilma Rousseff. Mulher, mãe, militante, utópica, corajosa, guerreira, Dilma tem a ousadia e a causa popular como marcas de sua trajetória. Nos “anos de chumbo” combateu, de cara limpa, a Ditadura Militar. Foi perseguida, presa e torturada. Resistiu. Reforçou a luta brasileira pela redemocratização e ocupou, após a retomada dos governos civis, espaços governamentais, emprestando a sua sabedoria e competência para gestões que pretendiam ser planejadas. Acumulou experiência, projetou-se ao comando do presidente Lula e tornou-se ministra de Estado, com destacado papel na formulação dessa política revolucionária.

7. Por fim, foi justamente na sua gestão frente a presidência da República que o Brasil pode consolidar os avanços que têm transformado esse país de norte a sul e de leste a oeste, com os seguintes números ilustrativos:

i) 36 milhões de brasileiros fora da pobreza extrema;

ii) 50 milhões de brasileiros cobertos pelo programa Mais Médicos;

iii) 8 milhões de jovens inscritos no Pronatec;

iv) 6,8 milhões de brasileiros atendidos pelo Minha Casa, Minha Vida;

v) 7,1 milhões de alunos nas universidades;

vi) 18 novas universidades construídas;

vii) 422 Escolas Técnicas construídas;

viii) consolidação do Brasil com a 7ª economia mundial;

ix) destinação de 10% do PIB para a Educação;

x) destinação de 75% dos royalties do petróleo para a Educação;

xi) destinação de 25% dos royalties do petróleo para a Saúde;

xii) menor nível histórico de desemprego já registrado; e

xiii) 12 anos sem pedir empréstimo ao FMI, com a capacidade de criar, no contexto do BRICS, um banco próprio de apoio ao desenvolvimento de nações emergentes.

8. É por tudo isso que nós não temos dúvidas e, nessa noite, assinamos esse manifesto, como forma de apelo ao povo tocantinense para que acerte na escolha no próximo dia 05 de outubro, votando Dilma Rousseff 13 para presidente, para que o Brasil possa ser MAIS e ainda Melhor!

Palmas –TO, 13 de setembro de 2014.