Esporte

Foto: Antonio Gonçalves

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha, recepcionou indígenas e imprensa na noite desta terça-feira, 30, para inaugurar a sede da Secretaria Extraordinária dos Jogos Mundiais Indígenas (Seji) e apresentar símbolos, campanhas e ferramentas que ajudarão os desportistas e o público em geral a viver os JMI que acontecerão de 18 a 27 de setembro de 2015 em Palmas.

No evento são esperados mais de 2.500 atletas indígenas oriundos de 30 países, totalizando 22 etnias. “Vamos realizar um verdadeiro resgate destes povos; a humanidade moderna inicia agora o pagamento de uma dívida que ela tem para com eles. Palmas será a primeira cidade do mundo a sediar os jogos iniciando, portanto, os primeiros passos para esta valorização. Palmas é a primeira catalizadora deste sentimento de gratidão”, afirmou Carlos Amastha em seu pronunciamento.

Ainda de acordo com o prefeito “existe alguma coisa de muito especial que liga Palmas às questões indígenas. Nossa capital possui diversos pontos turísticos e construções que homenageiam as etnias do Tocantins, sua cultura e seus valores. Aqui no coração do Brasil homens de bem estão trabalhando pelos JMI por respeitar a tradição, a contribuição e a história destes povos”.

O titular da Seji, Hector Franco, ressaltou o papel dos parceiros e da comunidade para que os JMI sejam um sucesso absoluto. “Precisamos que todas as pessoas se envolvam e participem, todas as esferas de governo, secretarias podem contribuir. Neste espaço teremos exposições de arte indígena, feiras de artesanato, diálogos e debates, enfim um leque de ações que trazem para o centro das discussões as causas indígenas do Brasil e do mundo”, complementou.

Franco falou ainda das parcerias com o Governo Federal no sentido de garantir total segurança aos visitantes e participantes dos JMI. “O ministro Eduardo Cardozo nos garantiu que teremos uma central de monitoramento e segurança como as utilizadas durante os jogos da Copa do Mundo no Brasil”, frisou.

Indígena

O articulador indígena dos JMI e representante brasileiro indígena na Organização das Nações Unidas, Marcos Terena, agradeceu ao prefeito Carlos Amastha e aos palmenses pelo carinho com que têm abraçado os Jogos. “Quero agradecer ao povo de Palmas por esta cerimônia e por todos os esforços reunidos que estão possibilitando a realização deste evento grandioso. Digo ainda que não estamos brincando de fazer jogos, vamos realizar um evento com alto nível técnico”, destacou Terena.

O representante indígena falou também da relação entre os JMI e o meio ambiente. “Vamos trabalhar para que Palmas seja referência em termos de ecologia e sustentabilidade. Temos que deixar um legado para as gerações futuras e é primordial que seja ligado à preservação ambiental”, concluiu.

Após assistirem a apresentação de uma dança tradicional Karajá, o prefeito recebeu um colorido cocar e o símbolo dos Jogos Mundiais, a Lança da Amizade feita pela etnia Xerente e talhada em pau-brasil. A Lança, assim como a Chama Olímpica, será repassada a todos os países que vierem a sediar os Jogos. A lança foi entregue pela estudante Mariana Gabriela Leão Gomes.

O evento contou com a presença de representantes de muitas tribos do estado do Tocantins, vários indígenas estudantes universitários e autoridades municipais.

Ferramentas

Além da inauguração do prédio que abrigará a Secretaria Municipal Extraordinária dos Jogos Indígenas (Seji), também foram apresentados o website dos Jogos (www.jogosmundiaisindigenas.com), o mascote oficial Kali e a campanha publicitária com o slogan “Em 2015 todos somos indígenas”.

A campanha contará com a participação de personalidades tocantinenses. O primeiro vídeo apresentado traz o piloto palmense de Stock Car, Felipe Fraga. (Secom Palmas)