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Foto: Divulgação

A ex-secretária de Saúde, Vanda Paiva deixou no final da tarde o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar onde estava detida há vários dias. Ela conseguiu, com ajuda de amigos, pagar a fiança de 100 salários mínimos.

O advogado de Vanda, Edimilson Domingos de Sousa Júnior estava com ela no momento da liberação e seguiu junto com a ex-secretária para o IML onde ela fez exames corpo delito. A argumentação de Vanda é a mesma da sua defesa: de que é inocente e que foi injustiçada com a prisão. Ela estava abatida ao deixar o QCG.

Vanda alega que não autorizou pagamento para a empresa investigada porém o  MPF entende que “mesmo sem supostamente ter atuado nas fases de empenho, liquidação e pagamento, Vanda Paiva praticou atos que contribuíram para o direcionamento de licitação e consequente desvio de dinheiro público federal”, uma vez que encaminhou o termo de referência da licitação sem especificação detalhada dos produtos a serem adquiridos, assinou a ata de registro desta licitação e, em seguida, encaminhou o termo de referência de uma nova licitação para a aquisição do mesmo material, tudo isto em escassos 8 dias.

Ela é uma das investigadas na Operação Pronto Socorro que investiga fraudes em licitações da Secretaria Estadual de Saúde- Sesau. Outros cinco foram presos na operação.

A Operação

A operação Pronto Socorro envolveu mais de 45 policiais federais e foi deflagrada no início desta terça-feira, 9, com mandados de busca e apreensão nas residências e também dependências da secretaria Estadual da Saúde. O alvo da operação foi um pregão para aquisição de materiais hospitalares com indícios de irregularidades. O valor passa de R$ 1,9 mi.