Polí­tica

Foto: Divulgação Eduardo nega qualquer envolvimento em caso do avião Eduardo nega qualquer envolvimento em caso do avião

A Ação de Investigação do Ministério Público Federal através da procuradoria Eleitoral pedindo a cassação do diploma do governador Marcelo Miranda (PMDB) e da vice, Claudia Lelis (PV) gerou repercussão no meio político.

A procuradoria alega caixa 2 durante o episódio da apreensão de uma aeronave no mês de setembro, em plena campanha eleitoral, contendo R$ 500 mil junto com santinhos do até então candidato, Marcelo Miranda e também do deputado federal Carlos Gaguim (PMDB). Segundo a investigação do Ministério Público o dinheiro foi sacado da conta de Lucas Marinho Araújo, que teria chegado a transferir mais de um milhão para outras contas do Estado. O avião apreendido era da Construtora ALJA Ltda. 

Foram presos em flagrante pela Polícia Federal: Lucas Marinho, Roberto Carlos Barbosa, Marco Antonio Jaime Roriz e Douglas Marcelo Schimidt que negou  que o dinheiro seria para campanha eleitoral. Douglas inclusive seria amigo do deputado Eduardo Siqueira Campos que negou qualquer tipo de envolvimento no caso.

Durante a campanha eleitoral o governador Marcelo Miranda sempre negou qualquer irregularidade e envolvimento no caso.

O deputado estadual aliado do governador, José Bonifácio, que inclusive é advogado, afirmou ao Conexão Tocantins que a ação é uma atitude normal por parte da Procuradoria. “O Ministério Público é advogado do contra aí ele pede, os advogados rebatem e vão recorrer. Pelo conhecimento jurídico que tenho aquele fato não dá cassação nenhuma”, argumentou.

Bonifácio comentou também que mesmo que em alguma hipótese o dinheiro fosse para doação de campanha o ato não se consumou. “Se fosse para a campanha só rira caracterizar gasto irregular após ser entregue. Não chegou a se consumar doação legal nem ilegalmente”, frisou.

Já o deputado da oposição, Eduardo Siqueira Campos afirmou que a Ação faz parte dos ritos da justiça e que não tem nada a comentar sobre o processo. Eduardo chegou a ser alvo de uma polêmica durante a campanha pela proximidade que teria com Douglas. “ O fato de conhecer algum personagem dessa história não quer dizer que tenho alguma coisa a ver com isso. Vou ao fim da minha vida pra demonstrar que não houve nenhuma participação minha. Jamais usaria uma pessoa pra fazer uma armação daquela”, garantiu.

O deputado disse que tem dado declarações serenas com relação ao novo governo e ainda que parabenizou a atual gestão pela solução com relação ao pagamento dos servidores públicos do Estado.  “O governo precisa de estabilidade político-administrativa. Não me cabe falar em instabilidade política pois o Ministério Público tem um papel institucional a cumprir e instabilidade seria se o fiscal da lei não cumprisse seu papel “, frisou.

Eduardo chegou a dizer que quer ser a voz da serenidade na Casa de Leis. “ Vou ajudar a proporcionar ao governo a estabilidade necessária”, disse.

O Tribunal Regional Eleitoral ainda vai analisar as ações propostas pela Procuradoria Eleitoral.

O advogado de Marcelo Miranda, Solano Donato, já disse ao Conexão Tocantins que  não vê nenhum motivo ou argumento que possa resultar em cassação por causa do episódio do avião. “Não vejo nenhum fundamento”, reafirmou o advogado.

Ação contra Sandoval

A procuradoria pediu ainda a inelegibilidade do ex-governador Sandoval Cardoso (SD) por oito anos alegando uma série de atos administrativo em ano eleitoral. Para a Procuradoria, Sandoval e o candidato a vice  Ângelo Agnolim incorreram em manifesto abuso de poder político e econômico durante o período eleitoral de 2014 utilizando-se do Programa Pró-Município inclusive para pressionar prefeitos.