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Foto: Daniela Oliveira

A primeira oficina realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), com o setor mineral teve como objetivo levantar demandas para a criação de políticas estaduais, para desenvolver uma cadeia produtiva voltada para a exploração das riquezas minerais do Tocantins. Na última sexta-feira, 29, durante todo o dia, no auditório do Sebrae, estiveram reunidos representantes de instituições privadas, órgãos públicos e comunidade acadêmica para debater propostas para o setor.

A realização da Oficina de Planejamento da Política Mineral para o Tocantins permite a contribuição de diversos atores envolvidos com a extração de minérios. “A proposta é reunir o setor mineral para saber quais as carências e necessidades do setor e apontar sugestões. E a partir dessa discussão vamos ajudar o Estado a formular uma política para o setor”, disse Sérgio Taveira diretor de Geologia e Mineração da Sedetur. Ele explica ainda que essa é primeira vez que uma reunião com essa finalidade, a criação de uma política para o setor, acontece.

A mineração é importante para a indústria, mas no Estado ela está voltada principalmente para a produção de alimentos, pelo uso de minérios não metálicos no solo para melhorar o plantio. Por isso, a criação de políticas para o setor é tão importante. Ainda o Governo Federal possui um plano de mineração que prevê o aumento de até cinco vezes na exploração de minérios até 2030.

Representando o setor industrial, José Fernandes, da Fieto, lembrou a importância da iniciativa para a implantação de indústrias de exploração mineral. “Essa iniciativa vai ajudar a estabelecer um norte. E a exploração mineral é um investimento de alto risco, pois envolve pesquisa prévia, para o investidor saber se vale a pena ou não explorar. E com políticas claras isso vai trazer mais segurança para estes investidores”, disse.

O representante do Departamento Nacional Produção Mineral do Estado (DNPM), Fábio Martins, acredita que medida vai ressaltar o potencial que o Estado possui. “A mineração tem como uma das vantagens a capacidade para interiorização o desenvolvimento. Diferente de uma indústria que pode ser instalada em qualquer lugar, a extração mineral tem que acontecer onde está o minério. E o Tocantins é muito rico, por isso desenvolver esse potencial vai ajudar no desenvolvimento dos municípios”, destaca.   Principal proposta para ele é a ampliação do conhecimento do subsolo com a criação de um mapa mineral.

Erwin Tochtrop coordenador do curso de Engenharia de Minas do Ceulp/Ulbra falou que para a comunidade acadêmica é uma oportunidade de interação com os demais setores. “A principal contribuição será a definição de papéis para o desenvolvimento desse potencial. Temos a oportunidade de gerar riquezas e trazer o desenvolvimento para o Estado através desse potencial adormecido”, conta.

Hoje os estados de Minas Gerais, Pará, Goiás, São Paulo e Bahia se destacam na extração e geração de riquezas através da exploração de minérios, juntos são responsáveis por 90% do PIB Mineral gerado no país. Para Erwin Tochtrop o Tocantins tem condições de fazer parte deste grupo, para ele a oficina é o primeiro passo para isso.

Os participantes apontaram pontos positivos para desenvolver o potencial mineral do Estado, dentre eles está a sua localização geográfica, crescimento da demanda interna, mercado do agronegócio em expansão, com a criação do Matopiba. Ainda foram levantados pontos que entravam o crescimento do setor como a falta de mão de obra, a burocracia - principalmente com órgãos de meio ambiente -, a falta de um mapa geológico e de um planejamento estratégico para o setor.

Setores envolvidos

Participaram da reunião representantes do Sebrae-TO, Fieto, Ceulp/Ulbra, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam), Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Crea, DNPM, Naturatins, Unitins, Sindicato dos Arquitetos e Geólogos do Estado do Tocantins e Companhia de Recursos Minerais (CPRM). (Ascom Sedetur)