Saúde

Foto: Heitor Iglesias

Com sinais e sintomas característicos de patologias cardíacas e neurológicas, o beribéri é uma doença pouco conhecida, mas com casos relacionados às condições socioeconômicas de quem desenvolve a doença. Causada por déficit nutricional, a doença, se não tratada adequadamente, pode evoluir rapidamente ao óbito.

Para oferecer diagnóstico precoce, assistência adequada e capacitar o maior número possível de profissionais, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), realiza na quarta-feira, 17, às 15 horas, uma webconferência sobre prevenção e controle do beribéri. 

A webconferência é direcionada a profissionais dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Estado, que são serviços responsáveis pela vigilância permanente dos problemas de saúde nos hospitais do Tocantins. No entanto, será aberta a participação de profissionais de saúde que atuam em outras áreas. 

A proposta da capacitação é ampliar e atualizar o conhecimento destes profissionais, permitindo que mais casos da doença sejam diagnosticados precocemente, conforme explica o gerente de Doenças Não Transmissíveis, Jader José Rosário da Silva. 

Registros 

No Brasil, desde 2006 há casos registrados de beribéri no Tocantins, Maranhão e Roraima. No Estado, em 2013, 14 casos foram notificados sendo nove  confirmados e cinco descartados. Em 2014, dos 11 casos notificados oito foram confirmados e três descartados. Sendo que sete dos casos notificados eram de indígenas das etnias Krahô e Apinajé. 

Somente em 2015, cinco casos suspeitos já foram identificados, entre janeiro e início de junho. Destes, três deles foram confirmados. A maioria dos casos notificados também é indígena. 

Diagnóstico 

Entre os sinais e sintomas do beribéri estão formigamento nas mãos e pernas, fraqueza e câimbras musculares, dificuldade para caminhar, irritabilidade, perda de concentração e memória, confusão mental, dor no peito, cansaço, evoluindo para insuficiência cardíaca e óbito, caso não seja tratada. 

“Cada um dos casos identificados deverá ser encaminhado o mais rápido possível para uma Unidade Básica de Saúde, para que seja feita a notificação de casos suspeitos e iniciado o tratamento com a tiamina (vitamina B1) por 30 dias. Em caso de confirmação do diagnóstico deverá ser iniciado o tratamento médico durante seis meses”, explica Maria do Rosário Ventura, bióloga da Área Técnica Estadual do Beribéri. 

Dieta variada 

A carência de vitamina B, principal fator de desencadeamento da doença, pode levar de dois a três meses para o início da manifestação dos sinais e sintomas. 

Por isso, a melhor prevenção é manter uma dieta variada, evitar o consumo de bebidas alcóolicas que inibem o consumo de vitamina B1 e manter o consumo de alimentos ricos nesta vitamina, como cereais integrais, leguminosas (feijão), frutas e vegetais folhosos, leite e gema de ovo, carnes, aves e peixes, amendoim, castanha e nozes. 

Internet 

Para acessar a sala virtual, onde a webconferência acontecerá, basta digitar http://webconf2.rnp.br/telessaude_uft_01 na barra de endereço dos navegadores Mozilla Firefox ou Google Chrome, preferencialmente, digitar seu nome e nome do seu município e clicar em Entrar na Sala. (Ascom Sesau)