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Foto: Miller Freitas

A Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social (Sedeps) irá assinar um Termo de Cooperação Técnica juntamente com a Arquidiocese de Palmas para a capacitação profissional de detentas da Unidade Prisional Feminina da Capital, por meio de oficinas de corte e costura. A iniciativa irá beneficiar 31 mulheres para que, mesmo dentro da prisão, elas possam promover o sustento de suas famílias e, ainda, ter remição da pena.

A secretária de Defesa e Proteção Social, Gleidy Braga aprova a ideia de envolvimento da comunidade na reinserção do presos na sociedade. “Essa iniciativa que vem de comunidades, das ong’s, dos movimentos sociais, com foco no sistema penitenciário, é muito importante para o desenvolvimento de projetos para inclusão social. A reintegração social é uma tarefa do Estado, que tem que oferecer projetos sociais voltados para o trabalho, mas são bem vindas iniciativas como essa, onde a sociedade divide conosco a responsabilidade de incluir novamente o preso na sociedade. E me deixa muito contente saber que essa política pública está sendo priorizada nessas organizações”, ressalta.

Trabalhando desde 2003 com a população carcerária, além de levar espiritualidade, o diácono Marcos Soares diz que a Arquidiocese de Palmas busca dar condições para que os encarcerados possam trabalhar. “Além da parte espiritual, que é a nossa missão, damos carinho e amor, mas também desenvolvemos um trabalho juntos com o presos. Neste momento, nós estamos levando um conjunto de máquinas de corte e costura para o presídio feminino, para que elas possam se qualificar. E quando elas saírem da casa prisional, poderão formar uma ong, pois estarão preparadas para trabalhar e ganhar seus próprios sustentos, sem precisar ser empregadas e, sim serão empreendedoras do seu próprio negócio”, vislumbra.

O projeto terá o investimento de R$ 30 mil doados pela Cáritas Brasileira, que é uma entidade de promoção e atuação social que trabalha na defesa dos direitos humanos. Com este recurso, a Arquidiocese de Palmas irá adquirir quatro máquinas (sendo uma de corte e três de costura), tecidos e linhas. O projeto terá uma voluntária que ministrará o curso e os produtos confeccionados serão vendidos fora do presídio. (Ascom Sedeps)