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Mulheres da Ilha do Bananal e de Formoso do Araguaia recebem no domingo, 16, e segunda-feira, 17, respectivamente, a unidade móvel do programa Mulher, Viver sem Violência, de enfrentamento à violência contra as mulheres do campo, da floresta e das águas. A unidade móvel levará, entre outros, serviços de Segurança Pública e Justiça previstos pela Lei Maria da Penha.

Para este semestre, o Fórum Estadual da Mulher do Campo e das Florestas do Tocantins estabeleceu calendário de viagens para as unidades móveis. “Com essa ação, estamos efetivando a política de enfrentamento, e com isso conseguimos diminuir os índices de violência contra a mulher”, declara a diretora de Políticas para as Mulheres da Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social (Sedeps), Ana Maria Vanzeler.

As equipes técnicas das unidades móveis irão promover ações como palestras informativas, ações de enfrentamento à violência doméstica, serviços médicos, ações esportivas e culturais, distribuição de materiais, atendimentos individuais, rodas de conversa, pesquisas, informações sobre a Lei Maria da Penha, e neste semestre, a Sedeps inseriu oficinas de artesanato nas viagens, tudo isso com o intuito de atrair e acolher as mulheres vítimas de violência.

A assessora da Diretoria da Mulher da Sedeps, Eliene dos Santos Leite Madureira, irá ministrar as oficinas de artesanato na Ilha do Bananal e em Formoso do Araguaia. “As unidades móveis oferecem diversos serviços e agora oferecerão cursos de artesanato. Essa é a primeira viagem do segundo semestre, e também é a primeira vez que o artesanato vai na viagem. Nas oficinas, iremos trabalhar com palha de milho e bucha paulista (vegetal), além disso levaremos crochê para as mulheres que não sabem, e tiverem o interesse de aprender. Mas antes de iniciar a oficina, nós faremos uma palestra de interação para falar sobre a geração de renda e a importância da mulher na atividade de trabalho. O artesanato pode ser um meio de subsistência para essas mulheres”, ressalta.

Desde 2014 os veículos têm percorrido áreas como assentamentos, quilombos, comunidades ribeirinhas e regiões de campo e de floresta. As unidades móveis invertem a lógica dos atendimentos padronizados e levam os serviços até as mulheres que estão afastadas dos grandes centros.

As unidades móveis são equipadas com duas salas de atendimento, notebooks com roteador e pontos de internet, impressoras multifuncionais (para digitalização de documentos e fotocópias), geradores de energia, ar condicionado, projetor externo para telão, toldo, cadeiras, copa e banheiro adaptados para a acessibilidade de pessoas com deficiência.