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Os governos estadual e federal deram início nesta semana às discussões para elaboração do mapeamento geológico do Estado do Tocantins. Para isso, o superintendente regional da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Luiz Fernando Magalhães, esteve na Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), onde foi recebido pela equipe da secretaria e integrantes de outros órgãos do Executivo estadual em reuniões nessa segunda-feira, 31, e terça-feira, 1º.

Destas reuniões, ficou estabelecido que uma proposta de convênio será elaborada para ser firmada entre o Estado e o órgão federal para a execução do mapeamento.

De acordo com o superintendente, o Tocantins é o único estado brasileiro que não dispõe de um mapa desta natureza. “O Estado tem que ter um serviço geológico para dar suporte ao empresário que vai investir. O mapa é a base para a atração de investidores”, avaliou, acrescentando que a função da Companhia é conhecer a geologia e o setor mineral do país, para criar oportunidades de negócios.

A intenção, segundo Luiz Fernando, é que a parceria seja estabelecida para que, em no máximo dois anos, o Tocantins possa estar com o mapa concluído.

O subsecretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo, José Carlos Bezerra, reforçou a importância do mapa, como equipamento para evidenciar o potencial mineral do Estado. “O Tocantins tem sido procurado por vários grupos econômicos, a maioria, por sinal, investidores internacionais, interessados em investir nessa área, tanto na prospecção de pedras preciosas, quanto na busca de materiais minerais para industrialização do cimento. São demandas já registradas, reais. O que tem dificultado é exatamente a falta dessa mensuração e legalização do potencial, que existe e que precisa ser mensurado”, frisou.

Diretor de Geologia e Mineração da Sedetur, Sérgio Taveira pontuou que este foi o contato inicial para estabelecimento do convênio, que virá para sanar uma deficiência no Tocantins. “Esse é um primeiro passo, e não vai ficar exclusivamente com o mapa geológico. Já conversamos sobre a rede de estações meteorológicas, que é hidrogeologia, competência da CPRM; tem alguns trabalhos já realizados ou iniciados que terão que ser complementados, com o levantamento aero geofísico, que boa parte do Estado já tem o levantamento; enfim, é o início de uma parceria que desejamos que seja muito produtiva”, pontuou.

Geodiversidade

O superintendente da CPRM adiantou na reunião que uma equipe do órgão virá ao Tocantins ainda em setembro para dar início à elaboração de outro instrumento: o mapa da geodiversidade do Estado. Segundo explicou, este mapa é um estudo que atende a vários setores, identificando fatores como o uso e ocupação, as áreas agricultáveis, entre tantos outros relacionados ao uso do meio físico. “É um passo além para a gestão do mapa geológico”, avaliou, acrescentando que trata-se de um mapa muito relevante do ponto de vista estratégico e de planejamento.

Além da equipe da Sedetur e da CPRM, participaram das reuniões Roberta Mara Oliveira Vergara, da Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento;  Aldo Azevedo, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); e Ihering Rocha Lima, da Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins).