Palmas

Foto: Divulgação Joelson Pereira disse que o pedido de prisão foi surreal Joelson Pereira disse que o pedido de prisão foi surreal

O município de Palmas através do procurador-geral do município, Públio Borges Alves pediu à justiça o deferimento de ordem de prisão ao representante legal do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Palmas (Sintet), Joelson Pereira. Ainda é requerido a cobrança de multa diária no valor de R$ 100.000,00 por dia "haja vista que a entidade requerida percebeu a título de contribuição sindical valor superior à R$ 2.000.000 (dois milhões de reais)", argumentou. 

O procurador do município argumenta em sua petição que a população de Palmas não pode ser prejudicada pela paralisação da prestação dos serviços educacionais. "Especialmente as famílias dos 36.482 alunos e de todos os demais envolvidos direta e indiretamente", argumentou na petição. O procurador ainda salientou que a prisão do presidente regional do sindicato se faz necessária devido o representante do sindicato descumprir ordem judicial e incitar a paralisação. 

Sintet

Joelson Pereira afirmou em entrevista ao Conexão Tocantins na tarde desta quarta-feira, 14, que o pedido de prisão foi surreal. "Que absurdo! É uma coisa tão surreal que demorou cair a ficha. Gera ainda mais frustração", afirmou. Segundo o líder sindical o prefeito sinalizou com os vereadores ontem (13) que iria sentar na segunda para construir uma saída boa para todo mundo e aí a gente é pego de surpresa. O absurdo que foi esse pedido, essa solicitação da Prefeitura, ficamos decepcionados", afirmou. 

De acordo com Joelson, o pedido de prisão gera um sentimento de revolta. "Vindo de um prefeito que tomou as atitudes que vem tomando ultimamente é algo que a gente podia esperar. Lamentamos, mas não é isso que vai nos enfraquecer, pelo contrário, o sentimento de revolta é ainda maior e dá ainda mais oxigênio para o movimento. E o governo cada dia mais perdendo a credibilidade", disse.