Estado

Foto: Ricardo Fernandes  Caminhoneiros realizam protesto na BR-153, em Colinas do Tocantins Caminhoneiros realizam protesto na BR-153, em Colinas do Tocantins

O Sindicato dos Caminhoneiros do Estado do Tocantins (Sindcam-TO) esclareceu na manhã desta quarta-feira, 11, que não tem participação nem apoia os atuais protestos realizados por uma parcela de caminhoneiros nas rodovias tocantinense e no País.

O movimento que até então tinha como única pauta, a derrubada da presidente Dilma Rousseff, agora cobra a pauta que foi apresentada no início do ano pelos sindicatos legítimos da categoria, quais sejam o frete tabelado, controle da alta dos preços dos combustíveis, pedágios e de tributos sobre o transporte.

Ainda na manhã desta quarta-feira, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar buscaram garantir que o direito de ir e vir na BR-153, no município de Colinas do Tocantins fosse respeitado. Por volta das 08h45 o trânsito na BR-153 foi liberado e já está fluindo normalmente, contudo um grupo de manifestantes ainda permanece parado no local.

Segundo o sindicato,devido ao forte teor político, as manifestações não contam com apoio da maioria das entidades representativas dos caminhoneiros do Brasil, como Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos - CNTA, União Nacional dos Caminhoneiros, Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens do Estado de São Paulo, entre outras entidades.

Confira abaixo a nota na íntegra.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Sindicato dos Caminhoneiros do Estado do Tocantins – Sindcam-TO vem esclarecer ao público que não tem participação nem apoia os atuais protestos realizados por uma parcela de caminhoneiros nas rodovias tocantinense e brasileiras. Sabemos que o Transporte de Carga é ferramenta e peça importante para o desenvolvimento e o progresso do País. Sabemos também que a categoria vem passando por muitas dificuldades; entretanto, não concordamos com o movimento, pois se assim fizéssemos, nos tornaríamos objeto de manobra de uma pauta que foge da nossa alçada e que entendemos não ser conveniente para o momento que vivi o País.  Lembramos que uma lista de reivindicação consistente não foi apresentada pelos manifestantes. Seu principal objetivo, os protestos contra o Governo, não faz parte da nossa competência, tão pouco é mais importante pauta para a classe transportadora.  Esclarecemos, em fim, que devido ao forte teor político, as manifestações não contam com apoio da maioria das entidades representativas dos caminhoneiros do Brasil, como Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos - CNTA, União Nacional dos Caminhoneiros, Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens do Estado de São Paulo, entre outras entidades. 

José Aparecido

Presidente do Sindicam-TO