Palmas

Foto: Divulgação  Jordeon Gama de Sousa ficará afastado por pelo menos 30 dias Jordeon Gama de Sousa ficará afastado por pelo menos 30 dias

O presidente da Associação dos Servidores Municipais de Palmas (Assemp), Jordeon Gama de Sousa, ficará afastado por pelo menos 30 dias, a contar desta quarta-feira, 18 de maio, para que uma auditoria investigue dívida superior a R$ 1 milhão da associação com a Unimed. Jordeon informou durante entrevista ao Conexão Tocantins que, em assembleia geral realizada nesta última terça-feira, ficou decidido a realização da auditoria de investigação nos valores repassados pela Prefeitura de Palmas à Assemp e da Assemp para a Unimed. Segundo Jordeon, a Unimed sustenta que “a Assemp deve um milhão e novecentos mil reais (R$ 1,9 milhão)”.

De acordo com Jordeon, está subtendido uma apropriação indébita "e o intuito da reunião (de ontem) foi justamente para mostrar isso, que a nossa diretoria não retém dinheiro nenhum do usuário, só que para não ficar aquele pré-julgamento dos outros, a gente fez isso e a gente resolveu também que vamos ficar afastados por trinta dias, podendo ser prorrogado por mais trinta, mas acredito que em trinta consiga verificar e apontar aquelas pessoas que ficam inadimplentes com a gente, porque, se tem a dívida é porque usaram e se usaram, quem usou foi o usuário, não foi uma apropriação indébita e eu preciso mostrar isso para os sócios”, afirmou. O presidente disse que concordou com o afastamento "mais para mostrar transparência", disse. 

Jordeon apontou falhas no sistema de informática que, segundo ele, a Prefeitura de Palmas contrata e dá a concessão para a Assemp administrar, lançando as despesas dos usuários. "A partir de hoje, vamos sentar às 11 horas e eles (a comissão) já podem tomar conta e a auditoria vai falar o que realmente aconteceu. Se eles falarem que é culpa de gerência, eu não discordo não porque realmente não deixa a gente fazer mas vai ficar ótimo porque quero deixar claro aos usuários e a quem quiser que não é uma impropriação indébita. Queremos provar quem usou e não descontou, porque é inconsistência do sistema", disse. "Se a Unimed cobra R$ 300 mil e só chega R$ 250 mil, cadê os R$ 50 (mil)? Aí com essa auditoria vamos mostrar porque falta R$ 50 (mil)", frisou. 

Segundo Jordeon, a comissão é formada por aproximadamente 11 servidores. Questionado se os associados estão sendo atendidos com normalidade pelo plano de saúde, Jordeon disse que a comissão se prontificou a ir hoje na Unimed para restabelecer o serviço. 

De acordo com Jordeon, para a assembleia de ontem a Prefeitura de Palmas e Unimed foram convidadas mas não compareceram.