Estado

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Dono do primeiro registro do Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) e fundador do Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (Simed), o clínico geral Frederico Henrique de Melo recebeu na tarde de sábado, em sua casa, em Miranorte, integrantes da chapa 2 “Responsabilidade Classista”.

O “Dr Fred”, como é conhecido em Miranorte, cidade onde vive há 40 anos e hoje ocupa o cargo de prefeito, discutiu com Hugo Magalhães, candidato à presidência do Simed pela chapa 2, e Hilton Mota, membro do grupo, os problemas da saúde e dificuldades enfrentadas pelos médicos.

Sobre a eleição no Simed, programada para o próximo dia 31, Fred defendeu um debate construtivo e união da categoria. “É salutar para a categoria uma disputa ética, moral, discussão de propostas para não desgastar a classe médica. E para que todos possam se unir e trabalhar pela categoria”, declarou Fred, que também atuou como conselheiro no Estado do Conselho Federal de Medicina (CFM). Dr Fred também fundou o CRM no Tocantins.

Amigo de Fred há muito tempo, Hilton Mota ratificou as palavras do médico-prefeito. “Procuramos desde o início agir dessa forma. Nosso objetivo é unir a classe. Temos amizade e respeito com todos os membros da gestão atual, reconhecemos seu trabalho, mas é hora de mudar, oxigenar e alternar a gestão para que um novo grupo entre e faça diferente”, disse Hilton Mota.

Saúde

Antes de discutir a situação da saúde no Estado, Hugo Magalhães fez questão de lembrar que, há 10 anos, foi o Dr Fred quem lhe entregou o registro do CRM. “Fico muito orgulhoso disso porque o senhor, doutor Fred, é uma referência entre os colegas e muito respeitado tanto dentro da política como na medicina”, disse Magalhães.

Magalhães disse que foi ao encontro de Fred para ouvir suas impressões sobre a saúde e a situação dos profissionais “Importante a visão do prefeito que é médico. Entende as necessidades da saúde como um todo e, como gestor municipal, toma as atitudes de maneira embasada.”

Porém, Dr. Fred, falando como prefeito, lamentou a situação da saúde no município, a mesma em todo o Estado. “A saúde está no fundo do poço. Um exemplo: Hoje recebemos R$ 5 mil para comprar medicamentos para 14 mil pessoas. Não dá. A cidade depende do FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Estamos hoje sustentando a ferro e fogo os postos de saúde”, declarou.