Educação

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Os educadores do município de Palmas decidiram em assembleia realizada nesta terça-feira, 16 de agosto, deflagrar estado de greve até o dia 9 de setembro. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (SINTET), Regional de Palmas/TO, a categoria aguarda proposta do prefeito de Palmas, Carlos Amastha. "Se não apresentar proposta deflagraremos greve", informou o sindicato. 

Mais de 700 pessoas participaram da assembleia de hoje. As reivindicações dos educadores são o pagamento dos retroativos das progressões e titularidades de 2013, 2014 e 2015; Eleição de dirigente escolar; climatização das escolas. 

Uma das queixas da categoria é o autoritarismo no interior das escolas. Recentemente, a exoneração de uma diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Cantinho do Saber gerou críticas. A Secretaria Municipal da Educação não teria apresentado justificativas convincentes para o desligamento da diretora. 

Ao Conexão Tocantins, o presidente do Sintet em Palmas, Joelson Pereira, disse que a Educação na Capital vem sofrendo um processo de precarização nas condições de trabalho, com intensificação nos últimos três anos. "A lógica da gestão Amastha de “fazer mais com menos” tem acarretado sobrecarga em toda a categoria. Exemplo disso é o processo de enxugamento da modulação das escolas, que já passou por três reduções no quadro dentro das escolas, nos últimos dois anos. Outro exemplo é o projeto salas integradas que substituiu, nos Cmei’s, professores por monitores, aumentando assim, o número de alunos por docente", disse. 

Segundo Joelson, desde o ano passado estão retardando a substituição para as carências nas escolas, nos casos de licenças médicas, licenças maternidades. Segundo ele, tem unidades que ficam mais de 60 dias com déficit de servidores e esse problema se agravou ainda mais em 2016. "Além de tudo isso, do acordo que encerrou a greve do ano passado, a gestão não honrou a pagamento dos retroativos de 2013, 2014, 2015, a eleição para dirigente escolar e a climatização nas escolas", frisou. 

Sobre a postura autoritária da Secretaria de Educação (Semed), Joelson disse que os gestores das escolas e servidores sofrem perseguições e opressão. "Principalmente quando são convocados pelo sindicato para lutar pelos direitos; ou quando denunciam os problemas supra citados". 

(Matéria atualizada às 12h38min)