Economia

Foto: Thaís Ramalho Tocantins busca modelo de atração de capitais e investidores que busca estruturar o setor produtivo de forma inclusiva Tocantins busca modelo de atração de capitais e investidores que busca estruturar o setor produtivo de forma inclusiva

Atrair capitais e investidores para o Tocantins e fomentar seguimentos da cadeia produtiva é a intenção da Superintendência de Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, e Cultura (Seden) visando reduzir as pressões pelo emprego público e estruturar o setor produtivo de forma inclusiva, alcançando, do grande até o pequeno produtor. Na manhã desta quinta-feira, 06, a superintendência reuniu sua equipe e os gestores para discutir o modelo de Parceria Público Comunitária (PPC) adotado pelo Estado do Acre.

Nesse modelo, a Agência de Negócios e Desenvolvimento S.A a ser estruturada a partir de todo um arcabouço legal atraente e inovador, composto por grandes, médios e pequenos empresários, recebe suporte do Governo através da injeção de capitais, os quais a agência aplica em cadeias produtivas organizadas também sob a forma de S.As (Sociedades Anônimas), as quais, por receberem apoio do setor público ficam obrigadas a inserir em seu quadro de associados, grupos de baixa renda tais como pequenos produtores e beneficiários das políticas pública de melhorias da renda familiar. Estes se incorporam, através de associações ou cooperativas de produtores que compram ações da S.A e, passam a ser coproprietários, inclusive com direito a voz e voto.

Estes núcleos produtivos constituídos sob a forma de S/As recebem injeção de recursos da Agência, sendo que os mesmo serão devolvidos à Ela, quando o núcleo estiver consolidado e alcançado seu ponto de equilíbrio, momento em que o Governo elege uma nova cadeia produtiva a ser fomentada e reinicia o processo com os mesmos recursos que fomentaram a cadeia anterior.

O superintendente de Desenvolvimento Econômico da Seden,Vilmar Carneiro, explicou que uma das oportunidades para essa proposta está, por exemplo, no seguimento das proteínas animais e setores do leite e mel. Assim, segundo ele, é importante que sejam estudadas e diagnosticadas as cadeias de maior importância a fim de se definir quais delas possuem perfil para responder, de forma mais dinâmica, ao novo modelo de fomento.

Entenda

No último dia 26 de setembro, os gestores da superintendência visitaram o Acre para conhecer de perto as experiências em diversos setores, como a industrialização de rações, peixes, suínos e ovinos. Com a visita e o entendimento de como funciona operacionalmente o modelo, bem como sua base legal, a Superintendência encaminhará a proposta para o Governo do Estado fazer análises.