Polí­cia

Foto: Divulgação Prefeito Carlos Amastha presta depoimento na manhã desta quinta-feira, na PF, em Palmas Prefeito Carlos Amastha presta depoimento na manhã desta quinta-feira, na PF, em Palmas

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), apresentou-se nesta quinta-feira, 1° de dezembro, na sede da Polícia Federal, em Palmas/TO, para prestar depoimento. O prefeito é alvo da "Operação Nosotros" que investiga suposta fraude envolvendo o processo de licitação para construção do sistema de transporte do BRT (Bus Rapid Transit) de Palmas, no valor aproximado de R$ 260 milhões de reais. 

O prefeito teria chegado na PF antes das 8 horas, acompanhado de advogado e alguns seguranças. 

O depoimento do gestor, marcado para o dia 22 de novembro, foi suspenso por determinação da Justiça Federal após a defesa do gestor pedir que o depoimento do mesmo fosse prestado em Brasília/DF na presença da Justiça Federal, do Ministério Público Federal e da PF. Nesta última quarta-feira, 30, a Justiça entendeu que não há prejuízo do prefeito ser ouvido em Palmas/TO. Para cumprir mandado de condução coercitiva, agentes estiveram ontem, à procura de Carlos Amastha. 

Amastha estava em Brasília/DF, de acordo com publicação do próprio gestor no Twitter, para reunião com o ministro da Fazenda e chefes dos poderes, chegando ontem à noite, em Palmas/TO. 

Operação Nosotros 

A Polícia Federal realiza operação envolvendo representantes da Prefeitura de Palmas/TO e o alvo principal é o próprio prefeito Carlos Amastha (PSB) que teve seu apartamento no Edifício Galápagos na 204 Sul e sua suposta casa no setor Jardim Taquari sob busca e apreensão. A PF também realizou a operação denominada "Nosotros" no gabinete dois do prefeito que fica no Orquidário do antigo Projeto AMA, na avenida Teotônio Segurado. 

A Operação Nosotros ocorre em cumprimento a um mandado do juiz federal Klaus Kuschel do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília/DF, e ordena que se cumpra a busca e apreensão de todos os documentos, mídias e dispositivos que tenham informações para a investigação que corre sob sigilo de justiça. A operação é coordenada pelo delegado Rodrigo Borges Correa, da Superintendência Regional da Polícia Federal em Palmas. 

O processo investigativo é o de nº 0052307-042016.4.01.0000/TO tramitando na 2ª Seção do Tribunal Regional Federal e segundo informações repassadas pela Polícia Federal, trata-se de investigação com o objetivo de apurar suposta fraude envolvendo o processo de licitação para construção do sistema de transporte do BRT (Bus Rapid Transit) de Palmas no valor aproximado de R$ 260 milhões de reais. . 

A PF identificou o repasse de informações privilegiadas da Prefeitura de Palmas a empresas que participaram da concorrência. Em conluio com grandes imobiliárias da região, agentes públicos também pressionavam proprietários para que cedessem, a título gratuito, parte de suas terras para pessoas ligadas ao esquema criminoso. Uma das formas de coação era através da cobrança de altos valores de IPTU desses proprietários, segundo a Polícia Federal. 

Os crimes investigados são fraude à licitação, concussão e excesso de exação (quando o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido) entre outros