Polí­tica

Foto: Divulgação Ex-prefeito de Porto Nacional, Otoniel Andrade Ex-prefeito de Porto Nacional, Otoniel Andrade

O atual prefeito de Porto Nacional, Joaquim Maia (PV) apresentou no último dia 10 a prestação de contas dos seus 100 dias de governo e quem não gostou muito foi o ex-gestor da cidade, Otoniel Andrade (PSDB). Em contato com o Conexão Tocantins na manhã desta quinta-feira, 13, Otoniel rebateu Maia principalmente quanto a possíveis dívidas. 

Maia disse que a gestão de Otoniel deixou o salário de dezembro dos servidores do município em aberto. Já Otoniel diz que apenas cerca de 30% dos servidores ficaram sem receber os seus salários daquele mês porque o sistema da Caixa travou. Segundo o ex-gestor todos os que recebiam pelo Banco do Brasil tiveram seus salários pagos. "Desde o início ele vem falando o que não é verdade. O sistema da Caixa Econômica Federal travou, pode perguntar para o gerente da Caixa, mas deixei o dinheiro em caixa. Os R$ 2 milhões (que o gestor deixou) davam muito bem para pagar a folha", disse Andrade. 

Sobre a dívida de R$ 11 milhões alegada por Maia, Otoniel disse ser mentira. "Mentira número dois: qual o gestor que na atual do Brasil vai deixar uma dívida de R$ 11 milhões?! Ele (Maia) juntou todas as dívidas parceladas da Prefeitura, inclusive de séculos, como a do INSS que é mês a mês, dívida do Instituto de Previdência, dívidas de convênios que ainda vão vencer. Os R$ 11 milhões que a Prefeitura deixou de débitos não é verdade!", defendeu o ex-gestor Otoniel Andrade. 

Otoniel disse ser a primeira vez que Maia fala sobre os R$ 2, 4 milhões deixados em caixa pela ex-gestão. 

Obras paralisadas 

O ex-prefeito Otoniel Andrade também tocou na questão de obras paralisadas. "Obras de drenagem, da cidade digital, do parque agropecuário, todas as escolas que deixei em construção que já deveriam estar funcionando, isso nada ele falou. Todas as obras que deixei, nesses 100 dias, estão paralisadas", afirmou Otoniel. 

Andrade também falou da inauguração de salas de aulas no distrito Luzimangues pelo atual prefeito de Porto, Joaquim Maia. "Inaugurei aquelas salas de aulas no mês de dezembro e agora ele vem dizer que entregou novas salas de aula?! Ele simplesmente começou as aulas".

Limpeza 

Outro ponto alfinetado pelo ex-gestor Otoniel foi quanto a limpeza da cidade. Segundo o ex-prefeito, Maia rompeu o contrato com a empresa que coletava o lixo do município e contratou outra empresa em caráter emergencial por R$ 1.440 milhão, alegando que a cidade estava suja. "Foram dizer que a cidade estava suja, não é verdade. A Prefeitura de Porto fez a limpeza até 31 de dezembro. O que eles fizeram em 100 dias: pegaram uma empresa e fizeram um contrato emergencial de R$ 1.440 milhão, que deve ser motivo de fiscalização, pelo Ministério Público", afirmou Otoniel. 

Ainda de acordo com Otoniel, uma das mudanças no governo de Joaquim Maia foi reduzir o salário dos funcionários da limpeza. "Sem direito a vale-transporte, sem direito a vale-refeição e pagando o dobro que a Prefeitura pagava para a empresa de limpeza", disse. 

Para o ex-prefeito Andrade, Maia deveria era estar trabalhando. "Ele deveria era estar trabalhando. Eu com 100 dias estava trabalhando. Não é para poder diminuir, mas ele prometeu mudança", alfinetou Otoniel. 

"São mentiras dessa natureza não posso aceitar. Estão vendo o nome de gestores (envolvidos com corrupção) saindo e vocês nunca viram o nome de Otoniel Andrade", defendeu. 

Eleições 2016

Em Porto Nacional, Joaquim Maia (PV) foi eleito prefeito da cidade com 16.988 (54,30%) dos votos, derrotando o ex-prefeito Otoniel Andrade (PSDB) que ficou em segundo lugar com 13.923 votos (44,50%).