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Centrais sindicais tocantinenses preparam-se para uma nova Greve Geral, no próximo dia 30 de junho. As pautas continuam as mesmas de outras paralisações: contra as reformas neoliberais propostas pelo governo Michel Temer, principalmente a Reforma Trabalhista. Em Palmas/TO, a concentração será iniciada às 7h30, em frente ao Colégio São Francisco, na Avenida JK. 

Em reunião no dia 23, em São Paulo/SP, centrais sindicais resolveram conjuntamente manter o próximo dia 30 de junho como data de paralisações e mobilizações em todo o País. “Vamos parar o Brasil contra a Reforma Trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria”, afirma o lema divulgado pelas as entidades que representam os trabalhadores.

Das entidades tocantinenses confirmadas estão: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Força Sindical e a Pública Central do Servidor. 

Ao Conexão Tocantins, o presidente regional da CUT, José Roque Santiago, confirmou as pautas da paralisação. "Contra as reformas em curso, trabalhista, previdenciária, todas essas barangas que o governo tem jogado para cima da gente", disse. Segundo Roque, após concentração no Colégio São Francisco, haverá caminhada pela Avenida JK, rumo a Praça dos Girassóis. 

Organização 

Segundo o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Tocantins (NCST), Cleiton Pinheiro, hoje pela manhã a Central está reunida com seus sindicatos filiados, em Palmas, para tratar sobre a organização do movimento. "Estamos organizando com as demais centrais par no dia 30 fazer a mobilização que fizemos dia 28 de abril, mesmo sistema de chamar a população, os servidores, para poder fazer a mobilização contra essas reformas", afirmou Cleiton. 

Ainda de acordo com o presidente Cleiton Pinheiro, a Reforma da Previdência e o grito de "Fora Temer" também farão parte do manifesto. "Porque a Reforma da Previdência também está avançando nas comissões, está andando e a gente tem que estar prevenido para que quando tentarem colocar em pauta, a gente possa buscar barrar. E também agora com essa confirmação da denúncia (de corrupção) contra o Temer, também vai ter o Fora Temer", disse. 

Greve do dia 28 e Ocupa Brasília

A última Greve Geral de peso com participação das centrais tocantinenses foi dia 28 de abril, oportunidade em que os deputados federais do Estado foram alvos de críticas por terem votado a favor da Reforma Trabalhista na Câmara.

Dia 24 de maio, ocorreu uma grande manifestação em Brasília/DF, contando com a participação de centrais sindicais tocantinenses. No protesto, as manifestações eram contra as reforma Trabalhista e da Previdência, pela saída do presidente Michel Temer do Governo e por eleições diretas no País. 

Senado 

Em discussão no Senado, o texto base da Reforma Trabalhista foi rejeitado por 10 votos a 9, no último dia 20. O resultado foi aplaudido e comemorado pelos senadores de oposição. 

O Senado deve encerrar nesta semana os debates sobre a proposta de reforma trabalhista nas comissões. Depois dessa etapa, o projeto segue para a fase final que é a votação no plenário da Casa. Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), isso deve ocorrer até a primeira semana de julho.

No último dia 20, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) criticou o projeto da Reforma Trabalhista, o qual classificou como “carta branca a um governo que não existe mais”. Durante reunião da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, a parlamentar disse que a base governista está “amordaçada” diante dos escândalos de corrupção que atingem o Palácio do Planalto.

A parlamentar, que apresentou 18 propostas de alteração à Reforma Trabalhista, criticou diversos dispositivos do texto, como a autorização para gestantes e lactantes trabalharem em local insalubre e o trabalho intermitente, no qual a prestação de serviços não é contínua, mas há subordinação. Kátia Abreu lembrou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) condena essa modalidade no Brasil.