Saúde

Foto: Valdo França

Com objetivo de propor diretrizes para a formulação da Política Nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimento de ações de promoção e proteção à saúde, acontece a partir dessa terça-feira, 29, a 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde (CNVS). A abertura oficial será realizada no Auditório da Faculdade Católica do Tocantins a partir das 19 horas. O evento segue até o dia 31 e é aberto ao público. As inscrições podem feitas no local.

Conforme a superintendente de Vigilância, Promoção e Proteção à Saúde, Liliana Fava, a Vigilância em Saúde é responsável pela informação que subsidia a ação e intervenção que reduzam riscos e promovam a saúde nos territórios, articulando-se às Redes de Atenção à Saúde. O tema central da conferência, que vai orientar as discussões, será ‘Vigilância em Saúde: Direito, Conquista e Defesa de um Sistema Único de Saúde (SUS) Público de Qualidade’.

A etapa estadual envolve conselheiros de saúde, técnicos e os movimentos sociais com vistas a estimular os debates e possibilitar a elaboração e deliberação das propostas que foram eleitas pelos participantes das conferências macrorregionais pautadas em sub-eixos como: o Lugar da Vigilância em Saúde no SUS; Responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde; Saberes, Práticas, processos de trabalhos e tecnologias na vigilância em saúde; Vigilância em saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde.

“A conferência deverá, entre outras ações, apontar os caminhos para validar o dito popular de que ‘é melhor prevenir, do que remediar’. Entre os desafios, está o estabelecimento de um modelo de atenção à saúde voltada para a redução do risco da doença e de outros agravos, onde a promoção, proteção e prevenção ocupem o mesmo patamar e recebam a mesma importância que a recuperação e a assistência”, explicou a superintendente.

Vigilância em Saúde

É de competência da Vigilância em Saúde examinar as condições de vida e saúde das populações para organizar intervenções nos seus respectivos territórios, portanto, a ação da vigilância deve incidir sobre diversos planos: nas políticas e mecanismos regulatórios de todos os setores econômicos, sociais e ambientais que tenham relação com a saúde; na rede de atenção à saúde, considerando todos os seus dispositivos; junto à sociedade, integrada aos territórios.

“A complexidade da realidade brasileira e tocantinense impõe que a Vigilância em Saúde se oriente de forma universal, integrada, participativa e territorial, tendo como protagonistas a sociedade e os trabalhadores da vigilância”, lebrou Liliana.

Entenda

A 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde surgiu a partir dos resultados da 15ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 2015, e em decorrência de diversos debates ocorridos no Conselho Nacional de Saúde (CNS) em torno de variadas agendas.

Em deliberação do Conselho Nacional de Saúde, o Tocantins realizou a 1ª Conferência Estadual de Vigilância em três etapas macrorregionais no mês de maio deste ano, concentrando regionalmente sua realização nos municípios Araguaína, Gurupi e Palmas.